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    Cultura Popular


    Rainhas do Folclore: as belas morenas do Festival de Parintins

    As belas morenas levam magia e representatividade ao maior festival da Região Norte

    | Foto: divulgação

    Manaus – A Rainha do Folclore corresponde ao item oito do festival de Parintins, as belas mulheres que defendem o item representam a manifestação cultural e possuem a responsabilidade de trazer alegria e garra para o Bumbódromo.

    A presença das mulheres de longos cabelos negros na arena significa que todos entes da mata compactuam com alegria e respeito pela cultura e pela natureza, a apresentação do item é marcada pelas expressões de poder para lutar pela manifestação popular sem perder a graça e a simpatia nos movimentos incorporados.

    O folclore brasileiro é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social da comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais. Além de transmitir a essência dos povos indígenas, africanos e portugueses que formaram o Brasil, é com a missão de levar a representatividade do povo brasileiro que as rainhas do folclore entram na arena e encantam todos com a sua magia.

    Nação Vermelha e Branca

    "Na batida vibrante da batucada. Rubra Rainha alma encarnada. Traz na dança a poesia da miscigenação”. É assim que a Rainha do Folclore do boi da baixa do São José é chamada para defender o item no Bumbódromo. O boi Garantido teve belas rainhas que defenderam o item por longos anos, a primeira foi Polly Anna Azevedo.

    Polly Anna Azevedo

    Polly Anna defendeu o item por seis anos na arena
    Polly Anna defendeu o item por seis anos na arena | Foto: Divulgação

    A trajetória de Polly Anna no boi Garantido começou em 1997, quando ela foi destaque “Tuxaua” em uma tribo indígena, com todo seu carisma e desenvoltura todos queriam saber quem era a bela moça que encantava com seu sorriso e dança.

    Um ano depois, Polly Anna foi convidada pela comissão de arte para representar a Noite dos Índios, onde a cada noite uma moça seria apresentada e a de melhor desempenho defenderia o item oficial. Assim Azevedo se tornou a primeira moça da ilha a se apresentar na arena como Rainha do folclore.

    “Na minha inocência da época, eu que ficava maravilhada em ver aquelas mulheres lindas entrarem em suas alegorias e nem imaginava que um dia estaria naquele lugar. Logo eu, uma moça humilde da baixa ficava encantada ao ver tantos olhos brilhando com o meu surgir, foram momentos únicos marcado em minha alma”, relembrou a ex-rainha do folclore.

    Polly Anna defendeu o item por seis anos e viveu momentos incríveis ao lado do boi da Baixa, para ela o festival e as apresentações vão além do brilho e magia oferecidos na arena. Sua trajetória foi marcada por grandes aprendizados.

    “Não é somente uma dança, um corpo bonito e um sorriso cativante. É preciso ter postura social, saber que você será referência, defender um item é muita responsabilidade e ao mesmo tempo está representando um cheio de magia, a emoção é extrema”, afirmou Azevedo

    Patrícia de Goés

    A ex-rainha protagonizou grandes conquistas em Parintins
    A ex-rainha protagonizou grandes conquistas em Parintins | Foto: Divulgação

    A eterna rubra rainha, Patrícia de Goés se despediu do item rainha do folclore após 11 anos de apresentações no Bumbódromo. No entanto, a história de Patrícia com o boi da baixa existe antes de se tornar item.

    “Sou Garantido desde criança, sou torcedora e em 2003 eu era item substituto do boi, mas sempre com o sonho de ser item oficial. Eu consegui realizar esse sonho no concurso de 2004, onde entre 15 meninas eu fui consagrada Rainha do Folclore”, relembrou. 

    A ex-rainha protagonizou grandes conquistas, momentos incríveis e brilhou na arena por mais de uma década. Patrícia relembrou o momento inesquecível que viveu durante sua apresentação em 2005.  

    “Eu entrei na arena na alegoria figura típica regional representando o Caboco da Amazônia, onde eu tive prazer de usar uma fantasia do artista Adenilson Ribeiro. A fantasia foi inovadora e eu nunca esqueci da toada, até hoje eu lembro e canta a letra com orgulho”, lembrou Patrícia. 

    Isabelle Nogueira

    Isabelle se tornou rainha do folclore após grandes desafios
    Isabelle se tornou rainha do folclore após grandes desafios | Foto: Divulgação

    Antes de assumir o item cunhã-poranga, Isabelle entrou na arena como rainha do folclore durante três anos. O amor pelo boi da baixa veio de família, mesmo menina sua mãe a levava para os curais e a incentivava a dançar boi bumbá na escola. Ao ingressar em grupos de dança, o sonho de ser item do Garantido cresceu e Isabelle passou a se dedicar ao seu objetivo.

    “Eu achava impossível eu me tornar item, pois não sou parintinense, no entanto eu buscava conquistar meu sonho. Concorri para ser Morena Bela, que é um título de honra, perdi e fiquei arrasada, concorri a porta estandarte e perdi de novo. Em 2014, competi com 30 meninas para ser rainha do folclore, lembro da emoção que senti ao ser anunciada como item, a realização de um sonho”, afirmou. 

    O início da carreira como item não foi fácil, por não ser natural de Parintins, Isabelle sofreu grandes críticas e foi alvo de perseguições. No entanto, a galera do boi nunca duvidou de tal talento e aceitou a dançarina com grande amor, Isabelle relembrou sua primeira noite no Bumbódromo.

    “Foi o momento mais incrível da minha vida. Quando a alegoria abriu e eu vi um mar de gente e arena inteira brilhando foi que a minha ficha caiu, tudo ficou em câmera lenta e até hoje eu consigo sentir o vento, o gosto e sensação de entrar na arena naquela noite, foi incrível, me causa arrepios só de lembrar”, contou a ex-rainha. 

    Isabelle e Garantido abraçados na arena
    Isabelle e Garantido abraçados na arena | Foto: Divulgação

     A oportunidade de defender o item, trouxe para a dançarina a certeza de que nenhum sonho é impossível.

    “Ter sido rainha do folclore me fez perceber que nada para Deus é impossível, tive a oportunidade de conhecer pessoas e principalmente poder estimular e despertar em outras meninas sonhos como o meu. Ser item do Garantido é possível, basta crer e buscar”, destacou Isabelle. 

    Brenda Beltrão

    A estreia de Brenda também marcou a conquista do 32° título do boi
    A estreia de Brenda também marcou a conquista do 32° título do boi | Foto: Divulgação

    Em 2019, o 53° Festival Folclore de Parintins foi marcado pela estreia da nova rainha do folclore, Brenda Beltrão. A notícia veio de forma inesperada para a jovem que ficou em segundo no lugar no concurso Rainha do Folclore, Brenda assumiu o item após a desistência da primeira candidata, Anny Caroline dos Santos.

    A estreia de Brenda também marcou a conquista do 32° título do boi Garantido que levou o prêmio para a Baixa do São José. Aos 19 anos, a atual rainha do folclore já possui um diferencial, os movimentos apresentados na arena são leves, delicados e não perdem a desenvoltura e a corporação do item.

    Brenda foi chamada após a desistência da primeira colocada do concurso
    Brenda foi chamada após a desistência da primeira colocada do concurso | Foto: Divulgação

    Nação azul e branca

    O Caprichoso defende as cores azul e branco. Seu símbolo é a estrela azul, a qual exibe em sua testa desde 1996. É o Guardião da Floresta, do folclore parintinense, do imaginário caboclo e do lendário dos povos indígenas, o boi Caprichoso traz na arena lindas Rainhas do Folclore que fizeram história desde o primeiro festival como Inah Lopes, Dunya Assayag e Daniela Monteiro Alencar.

    Camila Assayag

    Camila Assayag foi a segunda representante do item Rainha do Folclore do boi Caprichoso, assumiu o item após Dunia Assayag deixar o cargo. Sua primeira aparição na arena foi em 1996 quando surgiu de Nossa Senhora antes de ser item oficial.

    Camila também deixou seu nome marcado na história do Festival de Parintins, realizando apresentações marcantes e levando vitorias ao seu item durante toda sua trajetória na arena. Sendo duas vezes campeã e uma vez vice na defensoria do item de representatividade.

    Karla Thainá

    Assim como muitas meninas da ilha da magia, Karla brincava de boi-bumbá desde criança e a paixão pela estrela azul já era presente na sua vida. Sendo uma das mais novas moças a defender o item, aos 15 anos Karla entrou no Bumbódromo evoluindo como Rainha do Folclore, onde permaneceu durante quatro anos.

    Durante a época que foi Rainha do Folclore, Karla era conhecida por gostar de estar com as pessoas, artistas, torcedores. E todos acabavam se tornando amigos, a moça surpreendia até mesmo as pessoas que trabalhavam confeccionando as alegorias, com lanches enquanto trabalhavam nos galpões.

    Brena Dianná

    Aos 15 anos Dianná entrou na arena como rainha do folclore
    Aos 15 anos Dianná entrou na arena como rainha do folclore | Foto: Divulgação

    Brena foi convidada para assumir o item como rainha do folclore em 2008, após chamar a atenção da diretoria do Boi Caprichoso por suas apresentações em festas e eventos turísticos em Parintins. A bacharel em direito defendeu o item durante 10 anos.

    Durante suas apresentações, Dianná fez história no mundo azul e branco desde a sua primeira apresentação com apenas 15 anos.

    A ex-rainha defendeu o item por 10 anos no Caprichoso
    A ex-rainha defendeu o item por 10 anos no Caprichoso | Foto: Divulgação

    Cleise Simas

    Cleise é considerada a realeza azul do Caprichoso
    Cleise é considerada a realeza azul do Caprichoso | Foto: Divulgação

     A atual Rainha do folclore Cleise Simas, é conhecida como a Realeza Azul do boi Caprichoso a jovem de 22 anos estreou no Bumbódromo em 2019 e conta que o amor pelo boi da Francesa está presente em sua viva desde sua infância.

    “Sou cria de Parintins, sou do Palmares, setor do boi Caprichoso. Cresci acompanhando essa festa, chorando quando o boi ganhava ou perdia, já fui para a arena como bailado, nas tribos, já dancei nos palcos do curral por muitos anos, e sempre dei muito valor a tudo que eu vivi no boi, então não tem como isso tudo não ser importante para mim, é o meu amor que me faz ter gás para fazer sempre o meu melhor na arena”, contou.

    Ao entrar na arena Cleise encontrou seu lugar no festival
    Ao entrar na arena Cleise encontrou seu lugar no festival | Foto: Divulgação

    Cleise relembrou o momento em que recebeu a notícia que defenderia o item no festival.

    “A sensação foi de muita felicidade, foi um sonho que eu corri muito atrás para consegui, fiquei muito feliz, mas também sabia que não seria fácil, que eu teria que fazer o meu melhor. Minha estreia foi incrível, eu senti que ali era o meu lugar, já entrei na arena em vários setores, e entrar defendendo um item individual foi surreal”, finalizou.

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