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    Palhaçaria


    Palhaços amazonenses participam de Festival de Circo de Taquaruçu

    Maior festival de circo do Norte, o evento conta com diversos artistas nacionais e internacionais, com espetáculos da arte circense

    O evento é o maior festival de circo do Norte
    O evento é o maior festival de circo do Norte | Foto: Divulgação

    Manaus - A arte da palhaçaria se reinventa de tempos em tempos. Com a pandemia, o Festival de Circo de Taquaruçu manteve acesa a cultura circense no meio virtual: de forma experimental são explorados diversos formatos de apresentação on-line, que serão exibidas entre os dias 1º e 5 de julho, através do Youtube.

    O evento é o maior festival de circo do Norte, contando ainda com espetáculos e oficinas de artistas internacionais. Os palhaços amazonenses Karine Magalhães e Klindson Cruz fazem parte dessa programação e os horários das performances serão divulgados através da página oficial do Instagram do Festival de Circo de Taquaruçu.

    A programação contará também com um “chapéu virtual’’, maneira em que o público poderá colaborar com doações para os artistas. Todas as performances são livres para todos os públicos.

    Pingo: O Mágico

    O artista circense Klindson Cruz interpreta o palhaço Pingo, que integra a programação do Festival de Circo. Ele participa pelo segundo ano consecutivo da programação oficial com o número ‘’A Mágica da Bolacha”.

    Festival é a possibilidade de novas formas de produzir
    Festival é a possibilidade de novas formas de produzir | Foto: Divulgação

    “Toda produção é feita em casa, no meu quarto e com um celular. Durante toda quarentena me reinventei como artista, procurando aprender e colocar em prática as possibilidades que a internet proporciona’’, compartilhou Klindson.

    Como artista independente, com o palhaço Pingo, foi possível acessar outros meios de expressão. “Tive toda a dimensão do circo como um todo e a possibilidade de grandes números’’.

    E, em período de quarentena, o Festival foi a possibilidade de novas formas de produzir. “Mesmo que seja on-line, é de um grande respiro. Principalmente nesse momento, já que o setor cultural foi o primeiro a parar e será o último a voltar. Tem esse papel de manter a chama de produzir, pensar, refletir sobre o fazer cultural na região Norte e no Brasil nesse ‘novo normal’ que surgiu’’.

    Klindson descobriu a paixão pela palhaçaria aos 9 anos
    Klindson descobriu a paixão pela palhaçaria aos 9 anos | Foto: Divulgação

    Encantado com a arte Circense desde jovem, Klindson descobriu a paixão pela palhaçaria aos 9 anos, quando decidiu que queria ser palhaço. ‘’Foi o meu primeiro contato com um circo, e, vendo os palhaços, decidi que queria ser aquilo quando crescer’’, conta o artista.

    Com o tempo, Klindson acabou seguindo carreira em exatas, mas ingressou em 2015 em um curso de teatro para seguir o sonho. ‘’Me graduei em Teatro pela UEA, e foi aí que tive contato com a arte de fato. Com a escrita, prática, teórica e com o núcleo que pesquisa a linguagem do palhaço’’.

    No meio do curso, surgiu o palhaço Pingo, através de estudos de linguagem do palhaço, pesquisa de malabares e acrobacia aéreas.

    Roda na Praça

    Paralelo ao Festival, Klindson participa também do projeto ‘’Roda na Praça’’, ao lado de outros artistas amazonenses em experimentações de números clássicos da palhaçaria.

    A palhaça Karine Magalhães é uma das artistas que participam do ‘’Roda na Praça’’, iniciativa que surgiu durante a pandemia. “O objetivo é tornar essa quarentena um pouco mais leve e divertida. Os tempos são difíceis e nossa missão, como artistas, é tentar minimizar as dores e preocupações’’.

    O projeto, além de palhaços, reúne também mágicos, dançarinos, malabares e músicos do meio circense.

     Karine segue também a carreira de atriz
    Karine segue também a carreira de atriz | Foto: Divulgação

    Trupebacia

    No Festival de Circo de Taquaruçu, Karine se apresenta com o número ‘’Trupebacia’’, revelando o drama e a comicidade da palhaça trabalhadora Meio Kilo.

    A personagem surgiu durante a graduação em Teatro na Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “Lá eu tive meu primeiro contato com o tecido acrobático. A partir daí, conheci a palhaçaria, e fui conhecendo o mundo circense’’, conta Karine.

    Investindo em várias segmentações da arte, Karine segue também em carreira de atriz. Um dos últimos papéis foi na série ‘’Aruanas’’.

    ‘’Meu papel foi retratando sobre a exploração sexual infantil, e foi um trabalho muito importante e bacana, que contou com vários artistas amazonenses’’, conta Karine.

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