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    Dança


    Arte Sem Fronteiras divulga cultura amazonense no Canadá

    O Festival Toronto International Brazilfest 2020 ocorre anualmente com artistas brasileiras. Este ano, o grupo amazonense Arte Sem Fronteiras participa da programação

    Projeto Arte Sem Fronteiras existe há 12 anos em Manaus
    Projeto Arte Sem Fronteiras existe há 12 anos em Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus - A instituição amazonense Arte Sem Fronteiras participou do Festival Toronto International Brazilfest 2020, um dos maiores eventos que comemora a cultura brasileira no Canadá. A performance do grupo de dança será transmitida em live nesta sexta-feira (31), às 18, (horário de Brasília), através das redes sociais do festival.

    Arte Sem Fronteiras é um dos convidados entre artistas locais e internacionais para transmitir a experiência mais brasileira possível aos residentes do Canadá. O festival normalmente ocorre com dança, música, comida e bebida regional, atraindo não só canadenses, mas turistas de diversas culturas, como portugueses, filipinos, mexicanos, asiáticos e até brasileiros longe da terra natal.

    "Essa é uma oportunidade de mostrarmos e fortalecermos a imagem do nosso país, que é tão grande e rico culturalmente”, analisa Arilda De Oliveira, brasileira e organizadora do BrazilFest.

    Neste ano, o evento ocorre de forma virtual, com performances através de lives. Wilson Júnior, coreógrafo e fundador do Arte Sem Fronteiras, explicou que o grupo tem um trabalho com ênfase na dança contemporânea, no balé, no jazz, e nas danças afro-brasileiras.

    Espetáculos infantis fazem parte do repertório do Arte Sem Fronteiras
    Espetáculos infantis fazem parte do repertório do Arte Sem Fronteiras | Foto: Divulgação

    A apresentação do grupo para o Festival Toronto International Brazilfest focou nesses estilos, trazendo também carimbó, boi-bumbá e frevo.

    "Eu não esperava o convite, mas fiquei maravilhado. É muito importante essa iniciativa, pois é um festival que projeta o Brasil para o Canadá e para outros países, então para mim foi realmente incrível, comemorei bastante o convite’’, revelou Wilson Júnior.

    Arte Sem Fronteiras

    Além da projeção internacional do Brasil, Wilson Júnior comemorou que a cultura do Norte foi incluída no festival através do Arte Sem Fronteiras. De acordo com o coreógrafo, a própria organizadora não tinha conhecimento sobre os ritmos do Amazonas.

    | Foto: Divulgação

    "Mostrei algumas performances do Festival Folclórico de Parintins e, para a organização, foi um achado’’, afirma Wilson.

    "Em outros países o Norte não é tão conhecido. Há um trabalho de divulgação em Parintins que abrange a Europa, mas existem vários países que não conhecem o Festival ou a cultura amazonense como, por exemplo, o Canadá.’, acrescenta.

    No Amazonas, a companhia foi a responsável pela composição coreográfica do Boi Caprichoso no Festival Folclórico de Parintins em 2018 e 2019.

    Em esperança que o fomento à arte do Norte possa ecoar, a instituição participa do Festival Toronto International Brazilfest através de vídeos de apresentações já realizadas pela companhia.

    BrazilFest

    No decorrer dos últimos 16 anos, o BrazilFest recebeu cerca de 30 mil pessoas por edição, que tiveram a oportunidade de conhecer parte da cultura brasileira através das centenas de músicos e artistas que se apresentaram no palco da atração.

    O espaço gastronômico é outro que se destaca ao longo dos anos, oferecendo deliciosas opções que representaram, com certeza, cantinhos especiais de cada região do Brasil.

    | Foto: Divulgação

    “O BrazilFest está vivo o ano inteiro, estamos sempre em contato com pessoas para fazer com que ele seja possível no ano seguinte”, revela a organizadora Arilda de Oliveira.

    Ela conta, ainda, que toda essa trajetória só foi possível devido a esses parceiros que acreditam na ideia de que é preciso valorizar o local de onde viemos. Wilson Júnior é um dos participantes que defendem o prestígio.

    ‘’Infelizmente no Amazonas ainda falta esse sentimento de pertencimento. O EM TEMPO tem dado esse espaço para artistas amazonenses, mas ainda falta esse despertar em outros jornais e em outros lugares, pois isso é fruto da terra. O próprio Arte Sem Fronteiras tem feito um trabalho de fomento da cultura do Norte, e estamos divulgando essas ações regionais, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido’’, finalizou Wilson. 

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