Fonte: OpenWeather

    E-book


    Procura por livros digitais aumentou durante pandemia no Brasil

    Leitores estão optando por e-books pela facilidade de conseguir exemplares e por terem valor abaixo dos livros físicos

    Livros físicos perderam espaço durante pandemia
    Livros físicos perderam espaço durante pandemia | Foto: Divulgação

    Manaus – Descobrir um novo passatempo foi algo crucial na quarentena da amazonense Savana Monteiro. Sem muitas opções de entretenimento, a estudante adotou o hábito da leitura, o que se tornou um grande aliado durante a pandemia para muitos brasileiros.

    Na ausência de livros físicos, os e-books se tornaram uma alternativa para leitura em celulares, computadores, tablets e outros dispositivos digitais.

    ‘‘Achei bem mais prático e rápido. E nesse momento é impossível conseguir o livro físico, pois as lojas estão fechadas e o frete é muito caro. Eu tinha vontade de ler há algum tempo a maioria dos e-books que baixei e, ainda, consegui de graça’’, afirmou Savana.

    Segundo um levantamento da Bookwire, que distribui e-books para cerca de 550 editoras no Brasil, o consumo de livros digitais deu um salto durante a quarentena.

    Para incentivar o uso das plataformas digitais, muitas editoras disponibilizaram exemplares com descontos ou até mesmo gratuitamente. A estratégia se mostrou certa, já que a Bookwire distribuiu 9,5 milhões de exemplares digitais, entre pagos e gratuitos. O número corresponde a 80% do volume comercializado durante todo o ano de 2019.

    Procura por e-books aumentaram durante pandemia
    Procura por e-books aumentaram durante pandemia | Foto: Divulgação

    A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil registrou que a plataforma Estante Virtual, que reúne sebos e livrarias de todo o país, aumento de 50% em abril, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

    O Skeelo, um dos maiores negócios do segmento de e-books do Brasil, também registrou um crescimento de 275% no consumo de livros durante o período de confinamento, comparado com o primeiro trimestre de 2020.

    De 23 de março até 30 de junho, a ferramenta registrou mais de 300 mil livros baixados na plataforma e o dobro de usuários cadastrados.

    “Em março, contávamos com um pouco mais de 10 milhões de assinantes e saltamos para a casa dos 21 milhões de usuários contabilizados até o final de junho”, afirma Rodrigo Meinberg, CEO e cofundador do Skeelo.

    Mercado digital

    Enquanto o mercado editorial on-line cresce, os leitores também se beneficiam com o formato digital. A professora paulista Marilia Marangoni mergulhou na leitura durante a pandemia, e a preferência é por livros digitais.

    ‘‘Há uma facilidade enorme em obter os títulos. Os livros físicos estão muito caros e as plataformas digitais oferecem obras muito baratas’’, afirmou Marilia.

    De acordo com o estudante Heitor Souza, o mercado digital se tornou uma saída durante a quarentena. ‘’Todos os livros que li este ano foram e-books, é muito mais fácil para ler, mais dinâmico e rápido, e o físicos estão bem mais caro nessa pandemia’’, ressaltou.

    Vários livros podem ser acessados em um único dispositivo
    Vários livros podem ser acessados em um único dispositivo | Foto: Divulgação

    A empresa Amazon, fabricante do dispositivo de leitura Kindle, domina 50% do mercado de livros digitais no Brasil e é um dos incentivadores desse formato.

    Durante a pandemia, a Amazon disponibilizou 50.000 e-books que podem ser baixados gratuitamente. O Skeelo também atuou como uma ação de incentivo à leitura virtual, e liberou títulos gratuitos que incluem desde clássicos literários até um especial sobre a Covid-19, guia completo sobre a atuação do vírus, prevenção e que debate também as fake news sobre o tema com informações validadas pelo Ministério da Saúde.

    “Até o momento distribuímos mais de 15 milhões de livros gratuitamente para cerca de 1 milhão de pessoas, incluindo obras de autores como Augusto Cury, Paulo Coelho, entre outros”, acrescenta Meinberg.

    Com os smartphones e tablets como equipamentos de leitura digital, o Skeelo enxerga um mercado promissor, conforme diz Rafael Lunes, sócio da empresa. “O segmento de livros digitais ganhará um impulso fabuloso, inédito em termos mundiais e que começará justamente no Brasil, um país com enorme demanda de democratização de cultura e conhecimento e com um hábito de leitura ainda a se desenvolver”.

    Leia mais:

    Quarentena aumenta tempo de exposição de crianças em frente às telas

    'O Menor Festival de Ópera do Mundo' inicia nesta segunda-feira (13)

    Espaço com novo conceito de espetinho e bar é inaugurado em Manaus