Literatura


Escritor amazonense é semifinalista da premiação literária nacional

Jornalista, escritor e editor Mário Bentes concorre com o seu livro 'A volta de Max Headroom'

O jornalista, escritor e editor Mário Bentes, 36, é um dos semifinalistas da terceira edição do Prêmio da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (ABERST)
O jornalista, escritor e editor Mário Bentes, 36, é um dos semifinalistas da terceira edição do Prêmio da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (ABERST) | Foto: Divulgação

Manaus- O jornalista, escritor e editor Mário Bentes, 36, é um dos semifinalistas da terceira edição do Prêmio da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial, Suspense e Terror (ABERST). O autor concorre na categoria “conto policial” com a história “A volta de Max Headroom”, publicada na coletânea “Creepypastas: lendas da internet – volume 3”. O anúncio dos finalistas e vencedores acontece no dia 2 de setembro.

O presidente da ABERST, o escritor e editor Tito Prates, afirma que a edição 2020 da premiação registrou, no total, 180 inscrições de todo o país – o que representa a soma de participantes das duas primeiras edições. De acordo com ele, o anúncio dos semifinalistas não estava previsto em edital e também foi uma decisão inédita em relação às edições anteriores. Tito explica que foi uma forma da associação reconhecer o crescimento da qualidade dos originais inscritos.

Conto baseado em caso real

O conto “A volta de Max Headroom” é baseado no caso real de uma invasão na transmissão dos sinais de televisão da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, em 1987. Na noite do dia 22 de novembro daquele ano, o Channel 9 teve seu sinal interrompido por uma transmissão misteriosa e sem sentido com um homem de terno e usando máscara de borracha que imitava as feições de Max Headroom, considerado o primeiro apresentador de televisão gerado por computador, em 1985.

Na realidade, o personagem de Max não era eletrônico, mas uma pessoa real – o comediante Matt Frewer – com rosto maquiado com próteses de borracha. Ele apresentava um programa que trazia as aventuras de um jornalista vivendo em um mundo distópico, mas com teor sarcástico e de humor. O programa teve onze temporadas até ser cancelado e substituído pelo seriado “Miami Vice”.

O “pirata da televisão”, como ficou conhecido na época, foi o responsável por uma investigação federal sem precedentes envolvendo órgãos regulamentadores do espectro de teletransmissão em todo o país, o FBI e órgãos de inteligência. Dias depois, o responsável – um técnico de antenas que trabalha em uma empresa que prestava serviços para diferentes emissoras – acabou multado e preso, mas logo liberado em condicional.

Ficção especulativa

Em sua versão do caso, Mário Bentes narra um novo hacking das emissoras de Chicago, anos depois do primeiro, com uma série de reviravoltas que colocam em cheque a identidade real do invasor e as próprias autoridades. “Usei enredo de ficção especulativa com narrativa policial para criar uma trama curta com uma versão extraoficial do caso. Acredito que tenha um final satisfatório para quem gosta de histórias de investigação e crimes”, explica Mário Bentes.

*Com informações da assessoria

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