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    Grupo de teatro de Manaus estreia projeto virtual feito na quarentena

    ‘O Lado de Dentro’ estreia nesta quinta-feira pelo canal do YouTube do Coletivo Experimental de Teatralidades

    Produção foi realizada totalmente de forma virtual
    Produção foi realizada totalmente de forma virtual | Foto: Victor Lucas Oliver

    Manaus - O Coletivo Experimental de Teatralidades (CETA) estreia nesta quinta-feira (20), em formato virtual, um novo projeto desenvolvido no período de quarentena da pandemia do novo coronavírus.

    Intitulado “O Lado de Dentro”, a programação apresenta quatro espetáculos no formato de teatro lambe-lambe, linguagem que descende do teatro de bonecos e tem curta duração, que serão exibidos nos dias 20, 24, 27 e 31 de agosto, sempre às 19h19 pelo horário de Manaus.

    Desenvolvido pelos artistas amazonenses Iris Brasil e Victor Lucas Oliver e pelo paranaense Matheus Fortes, “O Lado de Dentro” foi produzido totalmente on-line, através de vídeo-chamadas e as dramaturgias inspiradas em relatos e notícias sobre o período de isolamento social.

    “Em março, no início da pandemia, começamos a pensar em ideias para adaptar peças ao formato virtual. Até que encontramos no teatro lambe-lambe uma possibilidade de mesclar com o audiovisual, já que ele utiliza efeitos sonoros e a manipulação de bonecos dentro de uma caixa pequena, onde um espectador assiste por vez”, disse Iris Brasil, diretora do processo.

    Através de vídeo-chamadas, as dramaturgias foram inspiradas em relatos e notícias sobre o período de isolamento social
    Através de vídeo-chamadas, as dramaturgias foram inspiradas em relatos e notícias sobre o período de isolamento social | Foto: Victor Lucas Oliver

    Uma das peças do projeto foi contemplada por um edital nacional de emergência para que fosse desenvolvido no período de quarentena.

    “A peça “Lá Vem o Rio” foi selecionada pelo edital Arte como Respiro do Itaú Cultural. Apenas o nosso e outro projeto de um grupo de dança foram contemplados. É um período difícil para manter um coletivo de artistas e produzir espetáculos, visto que precisamos reinventar nossa linguagem, nos manter vivos, alimentados e com saúde física, emocional e mental. A cultura sofre boicotes diariamente com figuras opressoras no poder.Esperamos que pela acessibilidade que as plataformas digitais nos possibilitam, o trabalho possa repercutir”, concluiu a artista.

    Para mais informações, acesse o instagram do coletivo @CETAemCena ou através do WhatsApp (92) 98411-0708. 

    *Com informações da assessoria

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