Ritmo amazônico


Lucilene Castro celebra 25 anos de carreira no Teatro Amazonas

Um dos grandes nomes da música amazônica, Lucilene Castro conversou com o EM TEMPO sobre a trajetória de sucesso e o show que acontece nesta sexta-feira (11)

Show terá participações especiais
Show terá participações especiais | Foto: Divulgação

Manaus – Em comemoração aos 25 anos de carreira, a cantora Lucilene Castro prepara um show no Teatro Amazonas nesta sexta-feira (11), às 20h. A apresentação terá entrada gratuita, mas os ingressos já estão esgotados. O show também será transmitido pela TV Encontro das Águas.

Na noite especial, ela recebe grandes talentos da Amazônia. Por isso, o show contará com participações especiais de Márcia Siqueira, Zezinho Corrêa e da maestrina Irina Kazac.

Lucilene Castro possui oito discos gravados e muitas produções no currículo e leva ao palco uma coletânea da carreira. "Desde o primeiro disco, que se chama 'Vento Norte', até o mais recente 'Cantos da Amazônia'. Vai ser bem eclético, vou cantar música popular e toadas de boi bumbá”, explica a cantora.

Durante a realização do show, o Teatro Amazonas adotará todas as medidas de prevenção e combate a transmissão do novo coronavírus. O acesso será permitido a sala de espetáculos somente com o uso de máscaras e álcool em gel, além disso, a casa opera apenas com 50% da capacidade total.

Trajetória

Lucilene Castro também recebeu aplausos no exterior
Lucilene Castro também recebeu aplausos no exterior | Foto: Divulgação

Com oito discos, o currículo da amazonense é repleto de conquistas. Ganhou em vários festivais de música o prêmio de melhor intérprete. Entre eles, o Festival da Canção de Parintins (1991), Festival Universitário de Música do Amazonas (1993) e o mais recente, Prêmio Grão de Música (2019). Ela foi considerada ainda a melhor cantora (levantadora) do Festival de toadas da Fundação Villa Lobos, por três anos consecutivos (1993 a 1995).

Com a versatilidade, ela já foi convidada para representar a cultura amazonense em vários estados brasileiros e também foi uma das atrações do Ano do Brasil na França, em Paris.

Lucilene Castro relembrou trunfos da carreira e projetos para o futuro em entrevista ao EM TEMPO

EM TEMPO - Completando 25 anos de uma carreira musical de sucesso, como você recorda toda essa trajetória de peso? Houve algum momento decisivo no início do currículo?

EM TEMPO - Completando 25 anos de uma carreira musical de sucesso, como você recorda toda essa trajetória de peso? Houve algum momento decisivo no início do currículo?

Lucilene Castro - Como todo início é sempre muito complicado admitir, principalmente, a questão artística. Você realmente assumir que é aquilo que você quer fazer, porque há muitos empecilhos, muitas opiniões que divergem do seu querer, até porque a carreira artística é uma carreira inconstante. Foi algo muito bem pensando quando eu resolvi, realmente, entrar na música. Acredito que eu fiz a escolha certa, porque estou comemorando agora 25 anos de carreira, significa que a minha decisão tomada foi a certa.

Lucilene foi uma das primeiras mulheres a cantar no bumbódromo
Lucilene foi uma das primeiras mulheres a cantar no bumbódromo | Foto: Divulgação

ET - Como interprete, a profissão lhe permite explorar diversos gêneros musicais e não se prender a somente um estilo. Apesar disso, existe um tipo de “papel” que você sente mais afinidade?

LC - Tem alguns estilos musicais que eu gosto muito, apesar de gostar da música brasileira como um todo. Eu posso dizer que sou uma intérprete da música brasileira, pois gosto muito de cantar samba e tenho projetos dentro desse formato, também do boi-bumbá. Enfim, cantar canções que falem da nossa realidade, o dia a dia do homem da Amazônia. Gosto muito desses estilos em especial porque são esses públicos que eu direciono o meu trabalho.

ET - O boi-bumbá de Parintins é um projeto que você tem bastante proximidade. Como surgiu essa paixão pelo Garantido e Caprichoso?

LC - Eu conheço os bois de Parintins desde 1988, onde eu tive a oportunidade de ser uma das primeiras mulheres a cantar na arena. Na década de 90 eu também participei da gravação de um CD. Tenho muita paixão pela música, pelos artistas, por todo a festa e pela cidade de Parintins.

ET - Como a música influenciou na sua vida pessoal?

LC - A música é a minha vida pessoal. A música não consegue se separar, porque meus amigos todos são da música e eu vivo falando de música quase o dia inteiro, então ela tem uma influência muito grande na minha vida, dentro de minha casa, com a minha família, porque são duas coisas que caminham muito próximas, muito juntas, que não há uma dissociação.

Lucilene Castro e Márcia Siqueira
Lucilene Castro e Márcia Siqueira | Foto: Divulgação

ET - Composições clássicas de Chico da Silva e outros poetas amazonenses são presenças frequentes no seu repertório e você mantêm uma relação bem próxima com compositores e cantores regionais. Como essa relação auxilia no seu trabalho?

LC - É importante ter essa proximidade com aquilo que se canta. O canto é a nossa fala em forma de música, então é importante ter essa aproximação. Eu tenho uma relação muito próxima com todas as pessoas com quem eu gravo na sua maioria, em especial aos artistas e os compositores amazonenses quem, antes de gravar, eu costumo conversar muito a respeito da obra, do que ele pensa para chegar e eu interpretar num disco, num choro.

ET - Qual você considera o maior trunfo da sua carreira nesses 25 anos?

LC - A minha persistência. Você tem que ter persistência, tem que ter força, tem que ter garra, tem que ter força de vontade, coragem. Não é fácil, então me considero uma pessoa muito persistente, sei exatamente o que eu quero, então eu foco nisso.

ET - A música já lhe permitiu explorar palcos não só no Amazonas, mas também fora do Brasil. Como foi a experiência de levar o talento amazônico para outros países?

LC - A música brasileira é muito bem recebida fora no exterior e quando se fala em Amazônia também desperta o interesse ainda maior. Música produzida no Amazonas, que fala da Amazônia, é muito procurada durantes as viagens. Há uma curiosidade muito grande e a recepção do público exterior, internacional, é maravilhosa, porque o ritmo é muito diferenciado, que vai além das fronteiras do samba, que é a coisa que eles mais conhecem.

Lucilene Castro comemora 25 anos de carreira com olhar no futuro
Lucilene Castro comemora 25 anos de carreira com olhar no futuro | Foto: Divulgação

ET - Quais os próximos passos que você planeja a partir de agora?

LC - Eu tenho alguns projetos, inclusive, final do ano estou lançando um videoclipe de “Desafio das Cores’’, junto com a Márcia Siqueira. Pretendo gravar esse meu show de 25 anos no registro de audiovisual, que estamos pensando ainda em fazer no futuro. Tenho muita coisa ainda para fazer, projetos e planos não faltam. A gente trabalha no presente, mas com o olho e com o foco no futuro, sempre fomentando coisas novas, começando e reinventando. É importante é ter essa continuidade no trabalho.

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