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    Praças de Manaus


    Revitalizadas, praças de Manaus mantêm tradições e histórias

    Mesmo revitalizadas, as praças da Polícia, do Congresso, de São Sebastião e da Saudade ainda guardam as tradições de Manaus

    | Foto: Divulgação

    Manaus - No final de 2010, diversos pontos de Manaus foram reestruturados, como parte do projeto de revitalização do patrimônio histórico do Centro da cidade. As praças da Polícia, do Congresso, de São Sebastião e da Saudade, embora "novas",  ainda guardam tradições e histórias da capital amazonense.

    O período da exploração da borracha no Amazonas, a partir de meados de 1860, promoveu uma série de construções urbanas, que foram implementadas na cidade com o propósito de modernizar e integrar o estado ao restante do Brasil. Para Otoni Mesquita, jornalista e historiador amazonense, as praças contam as histórias dos lugares e refletem a dinâmica social de cada época.

    "É um espaço de encontros e desencontros, democráticos, a princípio. Desde a época medieval, as praças agregavam as pessoas. É esse aspecto que as cidades, no século XIX, ganharam muito dentro do novo projeto de cidade, embelezada, para as pessoas passearem, circularem, uma coisa mais consumista, já que era também uma nova sociedade", explica Mesquita.

    | Foto: Divulgação

    Praça do Congresso

    Lugar de movimentação religiosa, política e cultural, a Praça do Congresso inaugurou em 1908, e recebeu o nome graças aos congressos eucarísticos que se reuniam no local. Também já foi chamada de Praça da Saúde, devido à sede da Secretaria de Saúde do Estado.

    No espaço, revitalizado em 2012, há um busto em bronze do ex-governador, Eduardo Ribeiro, que dá nome à avenida, no alto de onde a praça está instalada. O entorno é valorizado por prédios históricos e casarões, pertencentes às famílias tradicionais da capital.

    Palco de celebrações religiosas, a Praça do Congresso também foi lugar de manifestações políticas, como o Diretas Já, em prol da democracia brasileira, no período da ditadura, e a posse do ex-governador homenageado na praça.

    Praça da Polícia

    | Foto: Divulgação

    Conhecida popularmente como Praça da Polícia, a Praça Heliodoro Balbi fica no encontro das ruas 7 de Setembro, José Paranaguá e Doutor Moreira. O lugar recebeu o nome popular por ter abrigado tanto o antigo quartel da Polícia Militar, quanto o Comando Geral da PM.

    A praça também tem um histórico associado à literatura, já que durante muitos anos foi frequentada por escritores que fundaram o Clube da Madrugada, considerado um dos mais importantes movimentos literários do Amazonas.

    O lugar recebe aproximadamente oito mil pessoas ao ano e foi restaurada em 2008. Atualmente, com chafarizes, bancos na sombra e quiosques para alimentação, a praça recebe outro espaço cultural da cidade: o Palacete Provincial.  

    Praça da Saudade

    A Praça da Saudade foi inaugurada em 1865, mas só pôde assumir a alcunha de praça em 1932, depois da construção dos jardins e passeios no local. O nome oficial - 5 de Setembro - remete à data de elevação do Amazonas à categoria de província.

    A construção também teve a finalidade de homenagear a participação do escritor Tenreiro Aranha, no processo de emancipação do Grão-Pará. A estátua, de dois metros de bronze com base de granito, foi a única remanescente do local após todas as mudanças estruturais.

    O projeto de revitalização foi entregue em abril de 2010, num esforço para retratar o desenho inicial. O nome popular remete ao antigo Cemitério de São José, que também emprestava nome ao bairro, construído onde atualmente é a sede do Atlético Rio Negro Clube. 

    Praça de São Sebastião

    | Foto: Divulgação

    Conhecido como Largo de São Sebastião, entre o Teatro Amazonas e a Igreja de São Sebastião, a praça foi inaugurada em 1867. O nome remete às quermesses do santo, que aconteciam de 10 a 20 de janeiro. Muitos fiéis ocupavam a praça para assistir a celebração.

    Ao centro, a atração principal é o Monumento à Abertura dos Portos, do escultor italiano Domenico de Angelis. A calçada, com ladrilhos portugueses, remete aos encontros dos rios Negro e Solimões e inspirou outros lugares como o Complexo de Lazer da Ponta Negra, na zona Oeste da capital e o calçadão de Copacabana, mundialmente famoso, no Rio de Janeiro.

    Restaurado ao longo do tempo, o lugar teve os últimos processos de reparo feitos em 2019. Atualmente, o Largo é um espaço de encontro dos frequentadores da paróquia, dos visitantes do Bar do Armando, dos amantes das galerias de arte dos arreadores e dos turistas, que visitam o local e experimentam as comidas típicas dos quiosques.

    Saiba mais sobre algumas das principais praças de Manaus, com o episódio da série "Turismo", do Amazonpedia:

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