'Amazon'


Josué Castilho utiliza arte como reflexão sobre a Amazônia

Artista amazônico, Josué Castilho impressiona com produção 'Amazon', sem medo de utilizar os elementos que a floresta oferece

| Foto: Glenda Consuelo

“As veias abertas da América Latina”, livro do escritor e jornalista Eduardo Galeano, e “Nascimento de Vênus”, famoso quadro de Sandro Botticelli, são algumas obras que integram a imaginação criadora de Josué Castilho França.

Artista amazônico, Castilho performa sem gênero para o público e investe em reflexões através da música e da arte visual. Uma das formas de transformar a existência humana é exatamente por meio da arte que ele busca compreender a vida e se expressar.

‘‘Estas artes usam de uma única fonte para se comunicar com o mundo e as pessoas. Essa fonte é meu corpo, minha voz, minha poesia, minha existência e minha alma’’, explicou Josué Castilho.

| Foto: Glenda Consuelo

Do Norte, nascido e criado na Ilha de Marajó, no estado do Pará, as artes de Castilho se comunicam em uma única voz, com o objetivo principal de unificar outras culturas, corpos e natureza.

‘’Sempre busco inspirações na natureza e no passado para me comunicar com o futuro. Acredito que a forma de comunicação que estou usando no audiovisual e no meu corpo performático irão certamente fazer pessoas se questionarem’’, afirmou o artista.

Mas o que ele quer comunicar?

Esse é o ponto inicial para diversos questionamentos ao redor das performances de Josué Castilho. Utilizando da natureza como bússola para a própria arte, o trabalho de estreia do artista, o álbum visual ‘’Transição’’, responde bem à pergunta.

Em trabalhos carregados de metáforas, signos, e muitas referências, o artista toca em questões sobre o existencialismo, identidade, aceitação, autoconhecimento, sexualidade, desconstruções, e temas de relevância na atualidade.

| Foto: Glenda Consuelo

A obra “Transição’’, de acordo com Castilho, é sobre ser ativista. Sobre ser defensor da vida, da natureza, do respeito à humanidade, da liberdade expressão e de gênero.

‘’É sobre todas as linguagens que nos envolvem e que nos conectam como protetores e defensores dos direitos humanos e de ser quem você quer ser, sem qualquer opressão, restrição ou proibição’’, relatou.

O projeto artístico foi lançado em todas as plataformas digitais e já foi ouvido em Portugal, Canadá, Goiânia e Rio de Janeiro. O novo clipe “Amazon”, que integra o álbum, também já está disponível no canal do Youtube de Josué Castilho.

No videoclipe, Josué fala sobre o renascimento da arte amazônica através da música, sem medo de utilizar os elementos naturais que a floresta oferece.

Josué Castilho França

| Foto: Glenda Consuelo

Nascido e criado na ilha de Marajó, o maior arquipélago de ilhas fluviais do mundo, Castilho cresceu em uma casa de palafita às margens do rio Pará, onde descobriu a arte de fazer “arte”.

Aos 16 anos, mudou-se para Belém, capital paraense, onde iniciou no teatro de rua, até chegar aos palcos de grandes teatros.

Josué Castilho é formado em Publicidade e Propaganda. Sempre foi envolvido com a cultura, desenvolvendo projetos sociais e participando de vários espetáculos teatrais no Pará.

‘’Sempre fui muito observador e sempre tive facilidade de aprendizado, acho que isso me impulsionou a ser artista’’, refletiu.

| Foto: Glenda Consuelo

Nos próximos planos, o paraense tem como objetivo trabalhar para tirar o nome Josué Castilho França do anonimato e voar cada vez mais alto com a arte.

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