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    Música


    Stone Ramos, a ‘banda brega mais dançante do Brasil’

    A identidade visual do grupo é forte, assim como a música que eles fazem. As influências para o som excêntrico surgiram em cantores clássicos de brega

    | Foto: divulgação

    Manaus – Da tentativa de retratar o exagero tropical, com as cores, o calor, e as classes populares urbanas do Norte, surgiu o grupo musical amazonense Stone Ramos. A alma do povo simples que vive no Inferno Verde recebe a homenagem da banda “brega mais dançante do Brasil’’, como se auto intitulam.

    As influências para o som excêntrico surgiram em cantores clássicos de brega, como Reginaldo Rossi, Paulo Sérgio, Roberto Villar, passando por Calypso, até chegar na extravagância de pessoas como Lady Gaga e David Bowie.

    E a aparência não deixa a desejar, harmonizando em perfeição com a personalidade que eles emanam. A identidade visual do grupo é forte, assim como a música que eles fazem.

    ‘‘Nosso som começou no brega. Mas unimos tantas influências, que hoje em dia preferimos nos definir como um pop latino amazônico’’, explicou Frederico Ramos, vocalista da banda. Ao lado de Sergismundo Ramos, guitarrista, e Ajelso Ramos, baixista, o trio mantém viva a alma singular de Stone Ramos.

    | Foto: divulgação

    Planos no pós-pandemia

    Após o período em “off’’ de Stone Ramos, durante a pandemia, o grupo prepara diversas novidades para o público, entre elas, o vocalista revelou em primeira mão a criação de um selo musical, onde será possível uma parceria com novos artistas de Manaus.

    ‘‘Iremos agregar esse pessoal, principalmente da cena do tecnobrega, do brega, do brega funk e do funk’’, revelou Frederico Ramos.

    Outra novidade é um novo CD com a produção de Alexandre Kassin, o mesmo produtor de Los Hermanos, Vanessa da Mata, Nação Zumbi, Caetano Veloso, Ana Vitória, entre outros nomes nacionais, e Waldo Squash, considerado o pai do tecno brega, que produziu Gaby Amarantos e Gang do Eletro.

    ‘‘É um primeiro passo para um lançamento nacional mais agressivo da banda. Queremos furar a bolha de ser uma banda independente do Norte e estar com nosso som restrito a aqui. A ideia é conseguir chegar mais longe com nossa música’’, contou.

    | Foto: divulgação

    Trajetória

    O conceito de brega pop surgiu em 2013, quando o grupo subiu ao palco pela primeira vez, quando foi selecionado entre grupos de todo o Brasil para se apresentar no III Festival de Rock do Amazonas.

    Com esse ‘’chute’’ inicial, o Stone Ramos decolou, passando pelo Brasil todo, em eventos como o Festival Planeta Terra, promovido pelo site Terra, o Festival da Canção de Itacoatiara (FECANI), e o Planeta Rock, em São José do Rio preto, um dos maiores festivais de rock do país.

    No réveillon de 2016, a banda também reuniu 300 mil pessoas na Ponta Negra, na virada de ano promovida pela Prefeitura de Manaus. Ao longo desses sete anos de trajetória, Stone Ramos já abriu shows de grandes nomes, como Roupa Nova, Raimundos, Titãs, e Capital Inicial.

    | Foto: divulgação

    Entre tantos momentos, a pandemia marcou pessoalmente o grupo. ‘‘Tem tantas memórias, por mais íntimo e pequeno que fosse, os nossos fãs é o mais importante. A distância deles tem doído bastante’’, lamentou Frederico Ramos.

    ‘’Se fosse sugerir um ‘auge’, eu diria nossas turnês pelo Sudeste, o réveillon da Ponta Negra, o Passo a Paço de 2018, que com o show de tributo ao Reginaldo Rossi, reunimos um público de 60 mil pessoas, os shows no Fecani, tocar músicas nossas com a Orquestra Filarmônica no Teatro Amazonas, e lotar esse mesmo teatro com uma apresentação nossa. Shows inesquecíveis’’, relembrou.

    O nome do grupo também carrega uma história única, conforme explicou o vocalista. ‘‘A história curta é que com esse nome, queríamos homenagear o maior galã e artista que o mundo da TV já viu - o ídolo Paulo César Grande! A ideia inicial era homenagear Ricardo Macchi, o cigano Igor, mas achamos o nome pouco sonoro e desistimos’’, brincou.

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