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    Disco Novo


    Marcelo Nakamura lança novo disco, "Naka & Os Piranha"

    Álbum, produzido por Remi Chatain, tem participações de Otto e Samuel Samuca, entre outros convidados e será lançado nas plataformas digitais dia 18 de dezembro

    O universo do cotidiano amazônico e a defesa da cultura do norte são recorrentes nas letras
    O universo do cotidiano amazônico e a defesa da cultura do norte são recorrentes nas letras | Foto: Divulgação

    Manaus - O cantor e compositor nipo-brasileiro-amazônico Marcelo Nakamura apresenta o seu segundo disco, Naka & os Piranha, concebido entre 2019 e 2020 ao lado de Remi Chatain e Bruno Duarte. O trabalho, gravado no Estúdio Guevara, em São Paulo, onde o artista morou por alguns meses, dialoga com o trabalho de estreia de Naka, Psycho Bagaceira (2016), mas traz novos rumos em sua sonoridade.

    O formato trio de Naka & os Piranha surgiu no momento em que Nakamura passou esse tempo em São Paulo e precisava de uma banda para acompanhar seus devaneios sonoros amazônicos.

    "Encontrei no caminho o Remi e o Bruno, que foram duas peças chaves na minha estada por lá”, diz ele, hoje de volta a Manaus. Remi Chatain, produtor desse trabalho, também é o responsável pelo som do saxofone, tão característico nas músicas nortistas e, ainda, dos beats e dos sintetizadores. O músico é integrante da Trupe Chá de Boldo. Já Bruno Duarte assina a percussão do álbum. É multi-instrumentista e é integrante de outros grupos, como Xaxado Novo e Gestos Sonoros. 

    Além do trio, Naka & os Piranha conta com uma série de participações especiais: Otto, Samuca (Samuca e a Selva), Mariana Degani, Bruniño, as guitarras de Rafael Ângelo (Alaídenegão), o violinista Diego Cosamores, além do compositor Magaiver (Casa de Caba) e os metais de Nicolly Silva e Eliézer Tristão. 

    Toadas, beiradões, cúmbias, carimbós, boleros, música brega, arrocha e ijexá - ou misturas disso tudo - surgem nas dez faixas do disco com novos contornos, resultado também da participação dos músicos paulistanos da banda. “Usamos beats, samples, synths, coisas que nunca imaginava que usaria em uma gravação. O caminho seguiu para uma tendência atual, mas sem deixar o orgânico de lado. Ao contrário, demos ênfase à fusão, de um modo natural”, conta Nakamura.  

     Amor e humor também percorrem boa parte do álbum, em faixas como Caçador de Like - lançada como single em 2019 -, que joga com o universo dos relacionamentos em tempos de redes sociais e novas formas de comunicação, muito atual em tempos de pandemia.

    “Os amores não correspondidos, DR’s, as mídias digitais, a necessidade de likes, além de elementos xamânicos e uma suave crítica da estigmatizada ‘sofrência’, são alguns dos temas que permeiam as composições desse disco”, comenta Naka. 

    E ele segue: “É possível colocarmos tudo junto e misturado no mesmo pirão; canções de cunho crítico, mas que sejam emocionantes e dançantes. Hoje em dia, é difícil separar uma coisa da outra. Você dança sabendo que a coisa tá feia… e dança, dança. A mensagem entra de uma forma mais sutil, acredito. A beleza também se encontra no ativismo, no conteúdo, mas o ritmo pode deixar essa tônica mais belamente entendível, compreensível”.  

    *Com informações da assessoria

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