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    Shows on-line do Festival Até o Tucupi 2020 iniciam nesta sexta (18)

    Programação conta com apresentação nacional de Àiyé (SP), a artista regional Anna Suav (PA) e artistas locais como Da Cota, Gabi Farias, Agenor Agostinho & Léo e Kely Guimarães.

    A programação desta sexta-feira inicia com Da Cota, MC e compositor independente que soma mais de 1 milhão e meio de streamings nas plataformas digitais e é uma referência na região Norte
    A programação desta sexta-feira inicia com Da Cota, MC e compositor independente que soma mais de 1 milhão e meio de streamings nas plataformas digitais e é uma referência na região Norte | Foto: Divulgação

    Manaus - O Festival Até o Tucupi deste ano serão transmitidos do Estúdio Supersônico, no canal do Coletivo Difusão, no YouTube a partir desta sexta-feira (19) os shows online. O line-up é composto em sua maioria por mulheres, tanto nos shows quanto nas formações.

    Neste ano que foi crucialmente político, determinante e insurgente para a Amazônia o palco se torna online, o acesso continua gratuito e as conexões entre as cenas musicais na Amazônia e no Brasil continuam sendo estratégicas para atuação dos artistas nesta edição do Festival. 

    A programação desta sexta-feira inicia com Da Cota, MC e compositor independente que soma mais de 1 milhão e meio de streamings nas plataformas digitais e é uma referência na região norte do país e uma das promessas do Rap Nacional no ano de 2021. O MC é um dos pilares do maior coletivo de Rap da Região Norte do país, a MOB 333, agrupando uma legião de fãs com seu estilo musical à frente do tempo. 

    Em seguida, Gabi Farias se apresenta no estúdio Supersônico, pela primeira vez a artista se apresenta no Festival com seu projeto solo. Em 2018 subiu ao palco do evento junto com seu antigo grupo, a Orquestra Puxirum. "A cena se modificou ao longo desses dois anos, exatamente nesse momento que vivemos eu me encaixo como uma representante de várias bandeiras,  é um marco de importância que vai ficar bem fixo pra mim", conta a cantora. 

    Para Gabi, o que vem dentro da programação do Festival incentiva uma geração nova de artistas. "Muitos surgem principalmente nesse momento de pandemia e precisam ter base, saber para onde ir e estar conscientes do que estamos fazendo", analisa a artista que utilizou sua plataforma durante a pandemia para descobrir um palco virtual.  

    Anna Suav encerra o primeiro dia de atração musical do Até o Tucupi 2020, diretamente de Belém, a artista, que é poeta, MC, cantora, compositora e produtora audiovisual e cultura com seu RAP e R&B que narram e demarcam a (sobre)vivência de uma 'preta nortista potência' tendo também em seu currículo artístico o selo de Artista Natura Musical 2020.

    Agenor Agostinho e Léo 

    No segundo dia de apresentações, o trio Agenor Agostinho & Léo estreia nesse formato no evento. O integrante Agenor acredita que a representatividade do festival é visível em todo país. "Tocar agora nessa formação da banda é super importante pro nosso projeto que é jovem e que trás uma força e experiência acumulada", conta. 

    "A realidade dos artistas é muito suada, muito trampo e pouco retorno financeiro então quando uma oportunidade com cachê digno surge a gente agarra. Com o Aldir Blanc ficou desregulado a oferta e a demanda do setor, então nós estamos num esforço de fortalecer todo convite que aparece pra gente", Agenor conta que fez mais de 20 lives durante esse período, conectando não só iniciativas no Brasil mas também fora.  

    Para a apresentação no Até o Tucupi, Agenor conta que estão preparando um show ao vivo para fechar o olho e imaginar que tem uma galera vendo a banda. "O reportório com as músicas mais ouvidas como Estudo sobre Xamanismo, Dancehall do Seu Manoel, Pampa Gira, também vamos fazer nossas versões de Macuxi Muita Onda, Piranha, entre outras", conclui. 

    ÀIYÉ, por Larissa Conforto 

    Finalizando a programação do Festival Até o Tucupi 2020 a artista Larrisa Conforto apresenta para o público amazonense seu projeto ÀIYÉ com um EP de estreia de título Gratitrevas, lançado em março deste ano pela Balaclava Records. A artista integrou por seis anos a banda Ventre, o projeto surge como um renascimento e seu disco reúne ritmos ancestrais e experimentações eletrônicas numa performance solo portátil que investiga a cura e a transformação a partir de colagens e sons disruptivos.

    Em entrevista, ela conta que sua relação com a região Norte remonta à família e suas origens. "Tenho uma conexão muito forte e especial não só com a região norte mas também como o Estado do Amazonas, tem parte da minha família que é daí.. outra parte que é de povos originários, já toquei duas vezes em Manaus e no Pará com a minha banda antiga, a Ventre, mas nunca toquei com meu projeto solo", conta Larissa.  

    "Já gravei o disco da Elisa Maia que é uma artista que eu admiro muito, conheci o Coletivo Difusão e me conectar com outros artistas locais. Tenho participado do disco da Luli que é uma artista manauara também. Nasci no Rio mas tenho essa conexão de sangue, espiritual e astral de estar sempre olhando por aí", para a artista sua apresentação e envolvimento com a cena amazonense cria uma rede interessante facilitada pela internet.

     *Com informações da assessoria

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