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    Leituras dramatizadas


    Projeto 'Leituras de Apartamento' traz clássicos gregos em live

    Novo trabalho do Grupo Jurubebas apresenta leituras virtuais de textos aclamados nos dias 5, 12 e 19 de fevereiro

     

    | Foto: César Nogueira/Ascom

    Manaus - Textos clássicos gregos vão ganhar leituras dramatizadas e voltadas para o contexto do isolamento social no projeto “Leituras de Apartamento”, do Grupo Jurubebas de Teatro. Os textos “Édipo Rei”, de Sófocles; “Os Persas”, de Ésquilo e “As Bacantes”, de Eurípedes serão interpretados respectivamente nos dias 5, 12 e 19 de fevereiro, no canal do Grupo Jurubebas no Youtube; no Instagram @grupojurubebas e na página oficial do grupo no Facebook, sempre às 18h.

    Os textos das leituras serão dirigidos por Felipe Maya Jatobá, que assina “As Bacantes”; Herberth Virgínio, responsável por “Édipo Rei”; e “Os Persas”, conduzido por Caio Muniz. Cada diretor realizará sua versão das obras em formato virtual, garantido outra forma de conteúdo disponibilizado nas plataformas de vídeo, ideais para cumprir o distanciamento durante o decreto estadual. O projeto foi contemplado pelo edital Prêmio Feliciano Lana, da Secretaria Estadual da Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

    O projeto surgiu como uma proposta de experimentação cênica virtual interna, mas que ganhou contornos ainda maiores com a participação do professor da Universidade Estadual de Minas Gerais, Mário Geraldo Fonseca, natural do município de Maués. “Mário tem a função de provocar esteticamente os artistas na condução dessa nova narrativa adaptada aos tempos atuais”, declara Felipe Jatobá, um dos diretores do projeto.

     

    | Foto: César Nogueira/Ascom

    Além de trazer os textos para o nosso dia a dia, “Leituras de Apartamento” também tem a função de fomentar o trabalho de artistas de outras cidades além da capital. É o caso dos atores Jorge Ribeiro, natural de Borba, que interpretará a leitura de “As Bacantes” ao lado da manauara Raiana Prestes, Herberth Virgínio, natural de Maués, que dirigirá a leitura de "Édipo Rei", e Emilly Cerdeira, natural de Manaus, mas criada na cidade de Careiro Castanho.

    “Entendemos a importância de trazer um ponto de vista menos centralizado na produção artística do Amazonas. O primeiro passo para que isso aconteça é valorizar o artista do interior, que também produz e também dialoga com sua realidade”, coloca Jatobá.

    Histórias

    “Édipo Rei”, um dos mais conhecidos textos de tragédia, será apresentado no dia 5 de fevereiro. Em busca de respostas sobre sua origem, Édipo é atingido por uma terrível profecia, onde deve matar seu pai e casar com sua própria mãe. Herberth Virgínio escolheu a linguagem do drama para desenvolver sua narrativa, com a atuação de Nícolas Queiroz. Seu pano de fundo é o conflito do personagem consigo mesmo. “Busquei a partir da produção do repertório do intérprete as incursões de criação cênica para a leitura”, aponta o diretor.

     

    | Foto: César Nogueira/Ascom

    “Os Persas” será apresentado dia 12 de fevereiro, com direção de Caio Muniz. Ésquilo apresenta o contexto do povo persa diante da inevitável derrota contra a Grécia. A dramaturgia nos conduz a refletir sobre a condição humana diante de dilemas morais e políticos acerca de conquistas e a benevolência em liderar. “A leitura dramática terá como foco a declamação do enredo da dramaturgia para convidar o espectador a compreender os conflitos internos que os personagens persanos sofrem com a guerra contra a Grécia”, coloca Caio.

    “As Bacantes” encerra a primeira edição do projeto no dia 19, com direção de Felipe Maya Jatobá e atuação de Jorge Ribeiro e Raiana Prestes. A peça conta a história de Dionísio, que leva seu culto para a cidade de Tebas, mas é impedido. É quando ele induz as mulheres da cidade ao delírio em um culto à sua própria imagem. “A leitura trará elementos do cotidiano de uma casa e ressignificará os objetos encontrados em um cômodo comum: o banheiro”, finaliza Felipe.

    Cuidados

    O Grupo Jurubebas inicia suas atividades de 2021 levantando a importância do distanciamento social para a contenção da disseminação do novo coronavírus. “Faz parte da responsabilidade social nossa, profissionais do teatro, também incentivar atividades que promovam esse encontro do público em casa com as manifestações de arte. É possível ainda trazer novas experiências lúdicas e estéticas ao espectador, enquanto não podemos nos encontrar de forma mais calorosa”, completa Jatobá.

    *Com informações da assessoria

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