Fonte: OpenWeather

    Novo álbum


    Com Rita Lee e Lenine, Anavitória fala sobre o novo álbum 'Cor'

    As cantoras Ana Caetano e Vitória Falcão, que formam a dupla Anavitória, compartilharam sobre a concepção do projeto “Cor”

     

    Ana e Vitória são naturais de Tocantins
    Ana e Vitória são naturais de Tocantins | Foto: Divulgação

     

    A virada do ano foi a data escolhida pelo duo Anavitória para mostrar ao mundo, de surpresa, o novo disco ‘Cor’, o quarto álbum da dupla – o terceiro composto por músicas autorais e que conta com participações de Rita Lee, na canção “Amarelo, Azul e Branco”, e de Lenine, em “Lisboa”.

    Ana Caetano e Vitória Falcão, em entrevista ao programa Revista Curta!, falaram sobre as novidades da carreira e o lançamento de “Cor”. Confira:


    Começamos o ano conhecendo uma força gigante, depositada em “Amarelo, azul e branco”, falem um pouco sobre o novo álbum.

    Esse é o nosso terceiro álbum autoral, a gente deu o nome de “Cor”, e eu sinto que a gente já veio buscando toda a sonoridade que ele tem, já tem algum tempo, talvez o nosso segundo álbum, “O Tempo é Agora”, a busca já era essa. Só que por falta de conhecimento, falta de experiência, não saber comunicar as nossas vontades, e nem saber direito quais vontades eram essas, a gente não conseguiu chegar nesse lugar. E quando a gente começou a tomar mais conta, a gente teve uma experiência muito bonita, de estúdio, gravando um disco de releituras do Nando Reis, e eu tenho a sensação de que esse disco preparou nós duas para fazermos o “Cor”. Toda hora aconteciam mudanças, a gente fez turnê, então coisas diferentes prepararam a gente para esse processo. A gente tinha uma liberdade criativa muito grande.

    Como foi o processo criativo de “Cor”?

    Foi muito livre, muito gostoso. Foi no meio de um ano maluco, mas fico feliz que a gente pôde ressignificar isso. A gente conseguiu esticar esse disco, pois começamos a fazer ele em maio, mas terminamos em dezembro. Então a gente conseguiu se ocupar com esse disco no meio do caos. Foi muito gostoso tudo isso, por isso é bom olhar esse projeto, olhar esse trabalho, e gostar do que se ouve, pois não tem coisa mais incrível que gostar do próprio trabalho.

    E qual a sonoridade que vocês pensaram para esse projeto?

     

    Ana e Vitória são naturais de Tocantins
    Ana e Vitória são naturais de Tocantins | Foto: Divulgação

    Foi respeitar ao máximo o que a canção pede, e nada acima disso, todas as outras coisas como um complemento. E, nesse álbum, não levamos violão para o estúdio, foi uma forma de sair da caixinha. Foi tipo, vamos tirar nossa bengala, que é o violão, e trocar as rodas por outra coisa. E, inicialmente, isso parece uma boa solução, só que também é limitante. Tem músico que realmente só pede violão, e acabou que não foi. E passou um tempo, e ficamos um pouco frustradas, pois não respeitamos a música. Então nesse álbum, nós simplesmente servimos a música.

    Esse é o 3° disco de músicas inéditas de vocês. Quais foram as maiores mudanças no processo criativo desde o 1°?

    Quando a gente começou a fazer o que a gente faz, nós éramos duas meninas, que tinham acabado de chegar em São Paulo, com zero experiência de tudo, então nossa relação, nossos papos, eram outra coisa, coisa de menina mesmo, com 18 e 19 anos, mas lembrando que meninas de Tocantins, não meninas de cidade grande, viradas na vida, que viveram um monte de coisa, não, meninas mesmo. Então, nos primeiros álbuns, a nossa visão de mundo era muito diferente, nossa relação com a nossa voz era muito tímida, sem experiência. Como tudo, é o tempo de criar maturidade, e vivências.

    Como vocês pensaram nas parcerias?

     

    Anavitória e Lenine
    Anavitória e Lenine | Foto: Divulgação

    “Lisboa” era uma música que a gente já tinha na cabeça, que, desde que a gente ouviu, pedia uma voz masculina. Então, ali a gente decidiu que ia ser a última faixa do disco, e a gente decidiu que ia ser a única parceria. Mas depois que surgiu a Rita, foi assim, nos 45 do segundo tempo. O disco inteiro já estava pronto, e surgiu a maior honra que é trabalhar com esses artistas que a gente admira tanto. Com o Lenine, a gente tocou uma vez em uma turnê, e foi lindo, um querido, então foi de cara. Mas com a Rita Lee, a gente convidou sem achar que ela ia aceitar, pois há anos ela não tem parceria com ninguém. Acabou que deu tudo certo, e o convite chegou até ela, só no final do dia, tarde da noite, ela respondeu, aceitando. A gente está muito feliz com todo o projeto.

    O estado que vocês nasceram, Tocantins, influenciou algo na carreira profissional?

    Quando a gente começou a carreira, era algo tipo, “quem são essas duas meninas do Norte”, então a gente começou a entender que a terra de onde a gente veio tem uma influência muito poderosa no que a gente é. Tocantins é o estado mais novo do país, então muita gente não sabe o que é, não tem noção nem de onde o estado fica no mapa. Nada mais justo do que cantar sobre esse lugar, nada mais justo que cantar sobre as cores da nossa bandeira, como um símbolo, e se apropriar disso, e abrir o disco falando sobre isso. Eu, como criança, em Tocantins, quando tivemos dois artistas que cantaram em programa de TV nacional, foi muito significativo. E era muito legal ouvir eles falando de onde eles vieram, então, agora, eu também quero fazer o mesmo.

    Leia mais:

    Representatividade no circo: Festival deve abordar diversidade na arte

    Residência artística 'coleta' sonhos noturnos

    Acará Disco: projeto de música eletrônica ganha canal no YouTube