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    História


    Projeto eterniza momentos do Caprichoso no Festival de Parintins

    Com a estruturação do Centro de Memória e Documentação (Cedem), a Associação Cultural Boi-bumbá Caprichoso prepara projetos para honrar o legado do Festival Folclórico de Parintins

     

    Os projetos recebem apoio dos Prêmios Feliciano Lana e Encontro das Artes
    Os projetos recebem apoio dos Prêmios Feliciano Lana e Encontro das Artes | Foto: Divulgação

    Parintins – Com previsão de inaugurar amostras e uma coleção de livros a partir de junho, o Centro de Memória e Documentação (Cedem) da Associação Cultural Boi-bumbá Caprichoso prepara diversos projetos que buscam manter viva a história azul e branca no Festival Folclórico de Parintins ao longo das décadas. 

    Toda a iniciativa começou com a estruturação do Centro de Memória e Documentação no final de 2020, o projeto “guarda-chuva” de todos os outros. O Cedem surgiu com o objetivo de preservar o legado e o acervo documental do Caprichoso.

    “Muita coisa já se perdeu e muita coisa continua se perdendo. Então, esse projeto foi pensado para que a gente criasse um espaço para receber acervo de sócios, brincantes, torcedores e até mesmo pesquisadores. Vamos abrigar memórias”, explicou o Conselheiro de Arte do Caprichoso e autor dos projetos, Diego Omar.

     

    A coleção “Bumbás de Parintins: Nosso Patrimônio” será composta por quatro livros
    A coleção “Bumbás de Parintins: Nosso Patrimônio” será composta por quatro livros | Foto: Arquivo EM TEMPO

    Essa primeira conquista para o bumbá levou Diego a planejar a coleção “Bumbás de Parintins: Nosso Patrimônio”, que será composta por quatro livros. A primeira obra registra todas as toadas já cantadas – e registradas – na história do Caprichoso, enquanto a segunda obra será um livro acadêmico.

    “Há um tempo que não são lançados livros acadêmicos sobre o boi, acredito que o último foi em 2014, como uma tese de doutorado. Então, é um livro que reúne pesquisadores, dos mais novos, aos mais experientes, tratando essa temática", contou.

    Os últimos dois livros da coleção acompanham a evolução da indumentária e a evolução da alegoria do Caprichoso durante o Festival Folclórico de Parintins, contando, ainda, com a opinião do público e dos torcedores sobre momentos marcantes.

     

    Momentos que marcaram o festival são uma parte do livro
    Momentos que marcaram o festival são uma parte do livro | Foto: Arquivo EM TEMPO

    “A gente quer saber aquilo que marcou o festival, para isso, certamente, estar no livro. A ideia é mostrar a evolução das fantasias, a evolução da construção alegórica no boi e contextualizar um pouco isso, então esses dois livros terão muitas imagens”, disse.

    Histórias

    Também no Centro de Memória e Documentação, outro projeto coleta histórias por meio de entrevistas com sócios, dirigentes, ex-dirigentes, itens, brincantes e pessoas com envolvimento no Festival Folclórico de Parintins e com a associação cultural.

    No momento paralisado devido a pandemia de Covid-19, o projeto irá construir um banco de memória que será disponibilizado em formato audiovisual on-line e em formato acadêmico, transcrito.

     

    Uma amostra sobre a história do Festival Folclórico de Parintins está em planejamento
    Uma amostra sobre a história do Festival Folclórico de Parintins está em planejamento | Foto: Divulgação

    Além disso, uma amostra sobre a história dos bois também está em planejamento. “As pessoas visitam Parintins e não tem onde conhecer sobre os bumbás, há somente uma pequena amostra, mas muito pequena mesmo. A gente queria criar um espaço de memória, onde as pessoas pudessem chegar e conhecer um pouco da nossa história”, compartilhou Diego Omar.

    Dentro dessa amostra, uma discussão sobre a evolução da música em Parintins também deve ser levantada, como público tanto os turistas que visitam o município, quanto a própria população.

    “A gente quer mostrar como que a toada, que começou lá nos anos 60 com a cantiga folclórica, evoluiu para um sub gênero da música popular, comercializada e que faz diálogos externos com outros ritmos, virando uma referência aqui no Norte”, finalizou.

    Os projetos recebem apoio dos Prêmios Feliciano Lana e Encontro das Artes – Lei Aldir Blanc, promovido pelo Governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

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