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    Cultura


    Representantes das artes em Manaus se reúnem com Concultura

    Representantes de segmentos culturais de Manaus estiveram reunidos com a diretoria do Conselho Municipal de Cultura (Concultura) para discutirem projetos na capital amazonense

    Manaus (AM) - Representantes de segmentos culturais do Amazonas como artes plásticas, literatura, religiões afro-brasileiras e pesquisa histórica estiveram reunidos nesta quarta-feira, 17/2, com a diretoria do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), no Museu da Cidade de Manaus, Centro, ocasião em que apresentaram sugestões e projetos, dando continuidade às ações de diálogo da Prefeitura  com a classe artística da cidade.

     

    O encontro contou com a presença do escritor Dori Carvalho; o historiador e artista plástico Otoni Mesquita; a artista plástica Rosa dos Anjos; e o Heviossônnon Alberto Jorge,
    O encontro contou com a presença do escritor Dori Carvalho; o historiador e artista plástico Otoni Mesquita; a artista plástica Rosa dos Anjos; e o Heviossônnon Alberto Jorge, | Foto: Walter Barbosa / Concultura

    “Estas visitas de hoje fazem parte do nosso método de gestão de abrir o diálogo e receber as demandas dos setores e atores das diversas áreas de nossa cultura multifacetada e plural”, explicou o presidente do Concultura, o escritor Tenório Telles, sobre a rodada de conversas.

    O encontro contou com a presença do escritor Dori Carvalho; o historiador e artista plástico Otoni Mesquita; a artista plástica Rosa dos Anjos; e o Heviossônnon Alberto Jorge, que também discutiram o planejamento do conselho com o presidente do Concultura, e o vice Neilo Batista.

    Monumento de estátuas em bronze

    Com a presença do presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira, a artista plástica Rosa dos Anjos apresentou o projeto de autoria do artista Moacir Andrade, morto em 2016, para a construção de um monumento de estátuas em bronze de ribeirinhos, pescadores, seringueiros, num grande abraço segurando uma bandeira brasileira de quatro metros de altura.

    “Temos aí um projeto com as características basilares de nossa cultura popular com a concepção de um artista regional reconhecido em muitos países, Moacir Andrade, que nos deixou um legado inestimável para a história e autoestima da nossa gente”, declarou Tenório. A obra foi concebida pelo artista plástico e confiado em vida à Rosa, para sua execução.

    “Ele me chamou e disse que confiava a mim este projeto, que resume toda a sua obra, porque não conseguiria ver e nem executar em vida”, contou emocionada.

    A localização do monumento, de acordo com Rosa, foi escolhida pelo próprio Moacir, uma rotatória da Ponta Negra, na zona Oeste. “Estamos na fase de buscar os patrocinadores e apoiadores do projeto que, pelo porte, precisa de vários padrinhos, e o conselho é peça importante para abraçar esse desafio”, explicou.

    Pesquisa histórica

    O historiador e artista plástico Otoni Mesquita ressaltou a importância da preservação e restauração dos acervos documentais do município e Estado, que estão distribuídos em vários lugares. “Do meu ponto de vista, este é um trabalho gigante, mas sinto que a nova gestão está imbuída da causa das artes da cultura, que é fundamental para o nosso Estado”, declarou.

    Segundo Tenório, os planos do Concultura incluem transformar o Centro Histórico de Manaus em um grande museu a céu aberto, com um circuito de museus, incluindo alguns já existentes e outros a ser criados.

    Sacralidade e memória

    O coordenador-geral da Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama), Heviossônnon Alberto Jorge, além de reivindicar um lugar de assento no conselho para um membro da negritude (povos e comunidades tradicionais de terreiro de matriz africana), apresentou a proposta de criação de um museu vivo.

    A Casa da Força do Vodum, da etnia Fon, terreiro localizado no conjunto Renato Souza Pinto, na Cidade Nova, zona Norte, segundo Alberto Jorge, é o local oficial de culto da sacralidade afro no Amazonas, fundado por Mãe Joana Gama, no bairro Morro da Liberdade, zona Sul, em 1892.

    A partir daí proliferou por toda a cidade, numa história que foi pesquisada por ele e a historiadora Patrícia de Melo Sampaio.

    Tenório solicitou os relatos para avaliação e posterior compromisso de publicar um livro, contando a rica história da sacralidade da negritude no Amazonas.

    *Em Tempo, com informações da assessoria

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