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    Arte regional


    Conheça a riqueza do artesanato indígena no Mercado Adolpho Lisboa

    Um dos centro da arte indígena no Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa carrega muitas heranças dos povos nativos

      

    Mercado Adolpho Lisboa carrega a beleza e a riqueza da arte indígena
    Mercado Adolpho Lisboa carrega a beleza e a riqueza da arte indígena | Foto: Brayan Riker

    MANAUS - O Mercado Adolpho Lisboa, localizado no Centro de Manaus, é conhecido pela variedade de artesanatos regionais que atraem não só turistas, como também a população em busca da própria cultura e símbolos. Entre as diversas artes, a influência que mais se destaca é a indígena, e o EM TEMPO visitou o “Mercadão” para conhecer essa herança.

    O box “Selva Amazônica Artesanato”, do permissionário Antônio Jacaré, é uma das bancas que se orgulham da arte indígena do caboclo brasileiro e que buscam pelo artesanato original.

    “Inclusive, o próprio indígena comercializa esse artesanato em Manaus, eles não têm mais intermediários, não tem mais o homem branco negociando por eles. Aqui, os índios chegam até mim com o que eles produzem”, afirmou o brasiliense que mora no Amazonas há 40 anos, e trabalha no Mercado Adolpho Lisboa há 20 anos.

     

    O permissionário Antônio Jacaré
    O permissionário Antônio Jacaré | Foto: Brayan Riker

    Várias etnias compõem o acervo artesanal da “Selva Amazônica”, entre elas, as etnias Tikuna, Baré e Sateré Mawé. Artistas do Amazonas que produzem esse tipo de arte também recebem espaço no box, e ambos se mesclam com a originalidade de cores e materiais naturais.

    Os mais procurados

    Um dos símbolos regionais, o Muiraquitã – amuleto em formato de animal, normalmente um sapo – é um dos produtos mais procurados no local, de acordo com Antônio. “Acredita-se que ele atrai sorte”, afirmou o permissionário, que também carrega o amuleto no pescoço.

    Feito com pedras, o Muiraquitã é considerado sagrado em várias etnias, além de ser produzido contra doenças e infertilidade. No “Selva Amazônica Artesanato”, ele é esculpido em caroços de frutas, normalmente do tucumã.

     

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    Os cocares são outros itens indígenas muito procurados, produzidos normalmente com penas de pato ou galinha e pintados com tintas naturais, como o Urucum, alinhados em uma infinidade de cores.

    “Estes aqui são da tribo Sateré Mawé, e é possível perceber todo o empenho que os indígenas empregam no artesanato. Apesar dos cocares normalmente serem produzidos com penas de aves já coloridas, como a arara, nós não aceitamos esses materiais por razões legais”, disse.

    Além do artesanato, o comércio também dispõe os materiais utilizados em biojoias, como a escama e língua do pirarucu, sementes, cascas e outros insumos naturais. Toda a variedade é perceptível ao olhar, assim como o entusiasmo do vendedor em conhecer o que ele comercializa.

     

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    Ex-funcionário público da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Antônio se mudou para o estado por trabalho, mas permaneceu na cidade por paixão à terra. O amor o acompanhou até o artesanato, onde ele afirma que pretende continuar por muito tempo.

    Variedade

    Em meio ao movimento agitado do Mercado Adolpho Lisboa, o box “Art’s Manaós” também se destaca pela valorização do que vem da terra. A paraense Débora Cruz dirige o comércio e faz questão de conhecer bem o que compõe cada artigo.

    Muitas das peças são produzidas em São Gabriel da Cachoeira, o município do Amazonas com maior população indígena, e comercializadas em Manaus, de acordo com Débora. “Lá, se concentram ao menos seis etnias, então todos os objetos são produzidos com materiais naturais, fibra de ticum, palha de tucumã".

     

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    A paraense também revelou que as cestarias indígenas são um dos artesanatos que mais chamam atenção no comércio. “Agora, está muito em alta a decoração com cestaria, então muitas pessoas procuram especificamente por isso”.

    As curadorias são variadas, então cada objeto possui um significado diferente. Entre as etnias que produzem os artesanatos na “Art’s Manaós”, estão a Baniwa, Yanomami, Tuyuca, Desana e Tatuyo. “Sempre buscamos trazer várias etnias diferentes, pois o público gosta disso”.

    As biojoias são outro produto que atraem olhares e o interesse, inclusive, da própria permissionária, que também se aventura e confecciona o artesanato. “Vendo toda essa arte, também cria em você a vontade de participar disso”.

     

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    Funcionamento do Mercado Adolpho Lisboa

    Localizado na rua dos Barés, no Centro de Manaus, o Mercado Adolpho Lisboa funciona de segunda à sábado, das 06h às 17h e nos domingos, das 06h às 13h.

    Considerado um dos mais importantes centros de comercialização de produtos típicos da Região Amazônica, o “Mercadão” também tem uma variedade de espécies de peixes de água doce, frutas, legumes e especiarias, atraindo a atenção e a curiosidade dos visitantes da cidade.

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    • Mercado Adolpho Lisboa carrega a beleza e a riqueza da arte indígena | Foto: Brayan Riker
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