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    CINEMA AMAZÔNIDA


    Curta amazonense é selecionado para Mostra de Cinema Negro em Sergipe

    O curta é dirigido pela multiartista Keila Serruya Sankofa em parceria com o diretor paraense Sindri Mendes

     

    O evento ocorre de maneira remota (@mostradecinemanegrosergipe) , através de lives, oficinas de roteiro, produção de filmes
    O evento ocorre de maneira remota (@mostradecinemanegrosergipe) , através de lives, oficinas de roteiro, produção de filmes | Foto: Keila Serruya Sankofa e Maria Serruya

    Manaus (AM) - O filme amazonense “Seo Geraldo-Homem de Planta e Terra” foi selecionado para a 6ª edição EGBÉ –  Mostra de Cinema Negro de Sergipe 2021. Dirigido pela multiartista Keila Serruya Sankofa em parceria com o diretor paraense Sindri Mendes, o curta relata a vida de seu Geraldo, um  dos moradores mais antigos de sua comunidade, e memória viva de uma Bahia profunda que resiste e sustenta seus mistérios. 

    Segundo Sankofa, através de relatos da vida de Seo Geraldo, foi descoberto porque a música, reza, e conhecimento ancestral sobre as plantas, não se separam, e assim, reafirmam o sagrado como fenômeno cotidiano e território da alegria. 

     

    A vida de seu Geraldo, traz a memória pulsante de seus ancestrais, desde o aprendizado com as plantas, à sua trajetória com a música
    A vida de seu Geraldo, traz a memória pulsante de seus ancestrais, desde o aprendizado com as plantas, à sua trajetória com a música | Foto: Keila Serruya Sankofa e Maria Serruya

    "Esse documentário registrou um encontro precioso que tive com o Sr Geraldo, ele é músico, rezador e compositor.  Uma pessoa cheia de axé. Fico muito feliz por mais esse espaço de exibição, filmes são feitos para serem vistos. E esse do seu Geraldo é uma obra de encher o olho de alegria", diz Keila Serruya Sankofa.

    Gravado na Bahia, na casa de barro do seu Geraldo, localizada no centro da paradisíaca ilha de Boipeba, onde não circulam carros, a vida de seu Geraldo, traz a memória pulsante de seus ancestrais, desde o aprendizado com as plantas, à sua trajetória com a música.

    Mostra EGBÉ 

     

    Cineastas negros buscam recompor esse lugar simbólico que tanto humaniza os recortes da vida afetiva
    Cineastas negros buscam recompor esse lugar simbólico que tanto humaniza os recortes da vida afetiva | Foto: Keila Serruya Sankofa e Maria Serruya

    Em 2021, a Mostra recebeu produções vindas de todas as partes do país, um olhar negro sobre as narrativas cinematográficas.  Os trabalhos selecionados serão exibidos de 10 à 16 de abril, e  traz narrativas sobre o resgate de memórias afetivas, que têm ganhado cada vez mais espaço, pois, além da reconstrução de uma memória histórica, cineastas negros buscam recompor esse lugar simbólico que tanto humaniza os recortes da vida afetiva, compostos, muitas vezes, pelas experiências da infância. 

    O evento ocorre de maneira remota (@mostradecinemanegrosergipe) , através de lives, oficinas de roteiro, produção de filmes, e uma grande aula com o tema "Memória encruzilhada" com Safira Moreira, além da 6ª Mostra de Cinema Negro de Sergipe, e a Mostra Africana "Memórias em trânsito, infâncias e afetos em África".

    Sobre a mostra 

    A Egbé se tornou um espaço de aquilombamento, um espaço para conhecer o que os cineastas têm criado, as histórias que têm contado, e como essas narrativas  ajudam a entender o lugar que ocupamos hoje.

    Para 2021, o tema escolhido foi a celebração da memória afetiva, porém este é um desafio num país que teve, em 2019, ao menos 4.971 crianças e adolescentes mortos de forma violenta. É o que mostra o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa 10% do total de mortes violentas do ano passado, em 2020 (47.773).

    Com esta mostra, é possível crer no cinema como forma de transformação social e por isso busca narrativas que desloquem o alvo, mudando a direção do olhar social, às vezes comovido e apático, às vezes cego para a violência real a que nossas crianças negras são expostas. 

    *Com informações via assessoria

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