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    Vivência


    Podcast: 'Dandariando' chega às plataformas digitais nesta quinta (15)

    O podcast vai trazer a vivência, os sonhos e a experiência de artistas e educadores amazonenses

     

    | Foto: Divulgação

    Uma grande conversa. É assim que o Dandariando Podcast chega em todas as plataformas de streaming, nesta quinta-feira (15). O podcast vai trazer a vivência, os sonhos e a experiência de artistas e educadores amazonenses, e busca, ainda, valorizar a cultura e arte produzida na cidade, além de visibilizar agentes culturais que atuam tanto na internet, quanto nas periferias e no âmbito educacional apresentado pela comunicadora Jéssica Dandara,

      Contemplado pelo prêmio Feliciano Lana, do programa Cultura Criativa / Lei Aldir Blanc, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, nesta primeira temporada o podcast terá três episódios, que tem como foco a cultura afro-brasileira, na capital amazonense. E conta, ainda, com o apoio e parceria da produtora Pedra de Fogo Produções e da Rio Negro Agência de Roteiros.  

    “No início da pandemia, eu criei uma série de lives para falar de temas que são coletivos, mas que eu também gosto de conversar, isso com o intuito de dialogar sobre temas pertinentes à sociedade manauara, mas não só isso, falar também sobre as inspirações que me trouxeram até aqui, como essas pessoas que estão fazendo a diferença de alguma forma, no âmbito cultural, artístico e da educação”, reflete Jéssica

    Uma dessas inspirações vem de uma junção de sua paixão por funk e da pesquisa que desenvolveu ainda na universidade. Dandara trouxe ao primeiro episódio do programa o funkeiro Dayrel Teixeira de Azevedo, manauara, criador da página Funkeiros Cults, e a ideia inovadora de relacionar funk e literatura, proposta pela página.

    “Eu desenvolvi uma pesquisa, no curso de Letras, em que fiz uma relação entre a escrita da Carolina Maria de Jesus, no livro Diário de Bitita, e as escritoras do blog Blogueiras Negras, e eu tenho muito apego a essa pesquisa, ela é o meu xodó, pois além da importância dessas escritas, e da oportunidade de visibilizar essas escritoras, foi a primeira pesquisa acadêmica que realizei. Juntei duas coisas que gosto e consumo: literatura e escrita de blog. Assim, a forma como o Dayrel trabalha o seu conteúdo nas redes sociais me chamou muito a atenção, visto que ele relaciona funk e literatura por meio de memes”, enfatiza. 

    “Eu gosto sempre de ressaltar que eu sou só mais um moleque da periferia, que eu não tenho nada especial. Eu sou mais um moleque da periferia que ficou se mudando muito, que nunca teve uma casa própria, e ficou migrando com a família de canto em canto. Sempre gostei de criar, e eu já vinha fazendo meme no facebook, mas eu vi a necessidade de fazer essa página. Ela sou eu, nunca vi ninguém falando sobre um mano funkeiro, um moleque de periferia que também gostasse de literatura, como nunca vi nada parecido, então eu falei “Pô, eu vou criar isso aí”, enfatiza Dayrel. 

    *Com Informações da Assessoria

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