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    Evento


    Manaus debate importância da Semana de Arte Moderna de 1922

    A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um dos momentos mais significativos da cultura brasileira

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - A capital amazonense entrou eixo da cultura nacional e sedia, nesta quinta-feira ( 29), um dia inteiro de debates e recital poético, na condição de única cidade, além de São Paulo, a participar dos preparativos para a realização das celebrações pelo centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que revolucionou os movimentos artísticos no século 20.

    O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Alonso Oliveira, é o responsável pela realização do evento e receptivo aos convidados locais e nacionais.

    “Temos a honra de participar e promover o maior evento da intelectualidade e cultura brasileira que mudou os rumos e fez história das mais variadas manifestações artísticas”, comentou Oliveira

     

    Para o presidente do Concultura, Tenório Telles, articulador do evento em Manaus, a importância central se reflete na participação de  artistas, professores, ensaístas amazonenses e paraenses, como o  professor Paes Loureiro, atuando nesse evento é uma maneira de possibilitar aos intelectuais da região um protagonismo nesse debate sobre as expressões artísticas do nosso país.

    “Tenho certeza que as pessoas interessadas nesse tema vão ganhar muito a partir desse evento que vamos ter em Manaus e a edição das comemorações do centenário da Semana de 22”, explicou Telles, já que Manaus assumiu o compromisso de promover e patrocinar as comemorações na região Norte.

     

    “O Modernismo não só se refletiu na Amazônia como a região também exerceu uma grande influência sobre o imaginário da literatura moderna brasileira”, justificou Telles pelas comemorações do centenário em Manaus, porque, de alguma forma, expressam essa relação que sempre existiu entre os grandes autores brasileiros  modernos e esse interesse, esse fascínio pela realidade amazônica com seus mistérios, suas lendas, seus mitos, todo esse universo mágico que envolve a Amazônia.

    “E essa parceria é oportuna porque o país vive um momento também de busca de novas possibilidades de construção social e política; e discutir a Amazônia e sua relevância no contexto da cultura brasileira é um tema do maior significado. “Além de nos integrar ao sudeste o motor da indústria cultural brasileira”, concluiu Telles.

     

    Centenário

    A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um dos momentos mais significativos da cultura brasileira e teve profundas repercussões na forma de pensar e, principalmente, nos processos de expressão da cultura em geral.

    Além disso, a Amazônia teve um impacto muito grande sobre a sensibilidade de muitos autores do Modernismo brasileiro, exemplo disso é Mário de Andrade, que escreveu a obra Macunaíma depois de uma viagem pela região.

    E um dos poemas mais conhecidos da literatura nacional, Cobra Norato, de Raul Bopp, nasceu do contato do poeta com a Amazônia.

    PROGRAMAÇÃO – CENTENÁRIO DA SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922

    Tema –

    “A Semana de 22: Tradição e Ruptura – O Modernismo e suas Projeções na Amazônia”

    Dia 29 de abril de 2021

    9h – ABERTURA

    David Almeida – Prefeito

    Alonso Oliveira – Diretor-presidente Manauscult

    Sylvio Puga – Reitor da Universidade Federal do Amazonas – Ufam

    Dra. Diana Navas – Programa de Literatura e Crítica Literária da PUC – SP

    Tenório Telles – Presidente Concultura

    9h30 às 10h30 – PALESTRA DE ABERTURA

    A Semana de Arte Moderna: entre a tradição e a ruptura – fundamentos e desdobramentos na cultura brasileira

    Dr. Marcos Frederico Krüger (UEA)

    Mediador – Neilo Batista

    INTERVALO ARTÍSTICO – RECITAL LÍTERO-POÉTICO – Leonardo Novellino

    10h45 às 12h – MESA TEMÁTICA

    Os fundamentos estéticos da Semana de 22 e suas projeções no processo cultural da Amazônia

    Msc. Zemaria Pinto

    Dr. João de Jesus Paes Loureiro (UFPA)

    Mediador – Dr. Carlos Guedelha (UFAM)

    14h às 15 h – MESA TEMÁTICA

    A Amazônia e suas projeções na produção modernista brasileira – os casos Macunaíma e Cobra-Norato

    Dr. Alisson Leão (UEA)

    Dra. Neiza Texeira

    Mediador – Dr. Saturnino Valladares (UFAM)

    INTERVALO ARTÍSTICO – RECITAL LÍTERO-POÉTICO – Dori Carvalho

    15h30 às 16h30 – PALESTRA DE ENCERRAMENTO

    Clube da Madrugada: presença modernista no Amazonas – temas e percursos

    Msc. Tenório Telles

    Mediador – Msc. Ademir de Godoy Bueno (PUC)

    *Com informações da assessoria

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