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    História


    Do xote ao galeral: história do forró de Manaus é tema de podcast

    O episódio especial conta com entrevistas do DJ Evandro Jr., do DJ K no Beat, do youtuber Thalisson e dos cantores Mauro Lima e Romerinho Mec

     

    | Foto: Alcides Neto

    O Podcast Embrazado lança nesta quinta-feira (10), às 17h, nas principais plataformas de áudio, um episódio especial sobre a história do forró amazonense, com destaque para o forró funk, que vem se popularizando na Região Metropolitana de Manaus.

    O programa conta com as participações do DJ K no Beat, produtor e tecladista da Ideal Banda; do empresário DJ Evandro Jr.; dos cantores Mauro Lima e Romarinho Mec; além do youtuber Thallison, fundador do Canal do Pedra, principal meio de divulgação do forró manauara. Conheça o Podcast Embrazado: http://bit.ly/embrazadopodcast.

    O programa “Do xote ao galeral: a história do forró de Manaus” foi conduzido pelos pesquisadores Igor Marques e GG Albuquerque, que mergulharam fundo nessa história e recorreram aos fluxos de imigração no Amazonas para investigar quais são as raízes dessa paixão que o amazonense nutre pelo forró. Segundo Igor, esse movimento é importante “Para pensarmos como a música pode representar outras dimensões sociais, outras camadas da sociedade”.

      A diversidade de sons do forró dá a tônica do episódio. O enredo parte da trajetória musical que começa nos beiradões e passa pelo xote dos anos 2000, até chegar no forró de galeral, ou forró de galeroso, como também é conhecido. Igor e GG fazem um panorama do circuito de cada uma dessas vertentes, apontando diferenças e particularidades entre elas.  

     

    | Foto: Divulgação

    Outro tópico de destaque no programa é o famoso bate-bate. A dança característica do Amazonas, sucesso nos bailes e redes sociais, é interpretada como um dos aspectos seminais para a guinada estética entre o xote e o forró de galeral.

    “Foi nesse contexto, nos forrós das periferias amazonenses, onde se dançava assim, que o funk encontrou com o xote”, comenta Igor.

    O podcast conta ainda com o tradicional quadro de lançamentos, em que Igor Marques e GG Albuquerque indicam álbuns e músicas de destaque. Neste episódio o disco “Na arte do beiradão”, de Jonaci do Sax, foi uma das obras recomendadas pelos pesquisadores.

    O Podcast Embrazado tem o patrocínio do Programa Petrobras Cultural e está disponível gratuitamente para audição e download nas principais plataformas de áudio, tais como Spotify, YouTube, Sua Música, Google Podcasts, Mixcloud, Anchor, entre outras.

     

    | Foto: Divulgação

    Como surgiu o Embrazado? 

    O Embrazado surgiu no Recife como uma festa que apresentava um panorama de variados gêneros musicais produzidos nas periferias brasileiras. A partir de 2019, através do Podcast, o Embrazado se tornou também um projeto jornalístico que aborda as sonoridades experienciadas na festa, entrevistando figuras atuantes em diversas cenas musicais.

    Atualmente o Podcast Embrazado acumula mais de 40 mil reproduções e ultrapassa os 11 mil downloads somados entre as plataformas onde é publicado (YouTube, Spotify, Sua Música, Google Podcasts, Apple Podcasts, etc). Nestes 2 anos em atividade, já pautou cenas musicais periféricas de 13 estados brasileiros e contou com mais de 45 entrevistados. Em maio de 2021, o programa ficou entre os 50 podcasts sobre músicas mais escutados no Spotify Brasil.

    Hoje o podcast integra o Portal Embrazado (embrazado.com.br), lançado em 2020 por meio do Programa Petrobras Cultural. O projeto foi uma das 19 propostas selecionadas em um universo de 2 mil inscritos. O portal jornalístico realiza pesquisa sobre os ritmos periféricos de diversas cidades do Brasil.

     

    | Foto: Divulgação

    Equipe

    Gabriel Albuquerque (GG Albuquerque), fundador e redator do Embrazado, é jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som pela UFPE. Já escreveu para a Vice Brasil, Portal Kondzilla, UOL Tab, Outros Críticos, Jornal do Commercio, entre outros. Também apresentou o documentário sobre o bregafunk produzido pelo Spotify e desde 2015 edita o blog Volume Morto.

    Igor Marques, fundador e redator do grupo, é comunicador visual (ETEPAM) e graduando em ciências sociais na UFPE. Suas pesquisas são focadas nas músicas periféricas das regiões norte e nordeste do país. Produziu reportagens sobre o bregafunk para a Vice, mediou mesas de debate sobre o Bregafunk no Porto Musical (PE) e foi convidado para mediar debates na mostra Periferia Invenção do Sesc Santo Amaro (SP).

    *Com informações da assessoria

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