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    REABERTURA


    Confira quais espaços culturais foram reabertos ao público em Manaus

    Centro Cultural Povos da Amazônia, Galeria do Largo e Casa das Artes reabriram nesta semana

       

    Diversos espaços culturais já estão abertos para visitação, respeitando as restrições contra a COVID-19.
    Diversos espaços culturais já estão abertos para visitação, respeitando as restrições contra a COVID-19. | Foto: Divulgação

    Manaus - Diversos espaços culturais já estão abertos e com novas exposições e atividades para o público neste mês de junho. Nesta semana, a Secretaria de Cultura do Estado anunciou a reabertura de mais três espaços, seguindo todos os protocolos de prevenção contra a Covid-19.

    Casarão de Ideias

    O Casarão de Ideias retornou em abril, primeiramente com o café e lanchonete do local. Posteriormente, a visitação à galeria foi permitida. De acordo com João Fernandes, diretor do casarão, diversos protocolos foram implementados para a visitação, e isso tem “mantido a credibilidade” do espaço para seguir aberto no período de pandemia.

    “Fornecemos luvas para o manuseio dos livros, exigimos o uso de máscaras, controlamos a quantidade de pessoas que podem entrar, aferimos a temperatura na recepção, fazemos mensalmente a sanitização geral do espaço. Estamos planejando poder voltar com a sala de cinema, e para isso estamos realizando um processo bem minucioso, usando luz especial para detectar resíduos e bactérias. Tudo isso busca a segurança de nossos colaboradores e do nosso público”.

    O espaço funciona das 15 às 20h, na Rua Barroso, 279, no Centro. O Casarão conta com café, lojinha, visita à galeria, espaço de leitura e amplo acervo de livros disponível para o público sobre variados temas, como teatro, literatura, arte filosofia e estudos sociais.

    Curupira Mãe do Mato

    O Curupira Mãe do Mato funciona em capacidade reduzida e na modalidade restaurante. O local está aberto de quarta a sábado, entre as 17h e as 22h. O cardápio conta com drinks, cervejas, hambúrgueres, pratos e petiscos. Diversos músicos tocam em arranjo voz e violão, e DJs da casa também discotecam no local. A pista de dança, no entanto, está fechada.

    O local exige o uso de máscaras e só permite consumo nas mesas. A coordenação também pede que os clientes cheguem cedo, para que consigam garantir suas mesas. A quantidade máxima permitida por mesa é de quatro pessoas.

    Casa das Artes

    Retornando hoje (15) como parte dos espaços culturais administrados pelo Estado que estão reabrindo, a Casa das Artes traz ao público as exposições Pandeart - Patologia Estética da Loucura em Tempos de Crise”, de Hely Pinto, “Miscelânea: Desenhos Digitais”, de Paola Honda Castro, projetos contemplados no edital Prêmio Feliciano Lana, obras assinadas por artistas como Adalmir Chixaro, Raiz e a dupla de grafiteiros Curumiz, trazidas da Galeria do Largo e “Natureza Humana”, de Rosemberg Prado.

    A Casa das Artes funciona das 15h às 20h, de terça a domingo, e a entrada é gratuita. As visitas serão feitas com até dez pessoas, mas não há necessidade de agendamento.

    Galeria do Largo

    Outro espaço que retorna nesta terça é a Galeria do Largo, com as obras da exposição “Coletiva 20.21”, que trazem instalações, mural, desenho, elementos de maracatu e grafite. A mostra reúne trabalhos que foram apoiados no edital Feliciano Lana, promovido pelo Governo do Estado como parte das ações da Lei Aldir Blanc, que busca auxiliar trabalhadores da Cultura na pandemia.

    Com curadoria de Cristóvão Coutinho, a exposição é diversa em sua seleção de processos criativos e trabalhos visuais, contando com artistas como Chermie Ferreira, Kina Kokama, Rakel Caminha e Tyna Guedes, com “Yapai Waina - Mulheres no Graffiti”; Sebastião Alves, com a instalação/vídeo “Lembranças de Minha Cidade”; Levi Gama, com o mural de desenhos “Boriwi – Mundo dos falecidos”; Marcelo Rosa, que apresenta “A Batida do Gueto”, com os tambores de maracatu; e Marcos Ney, com as séries de desenhos “Sociedade da Dedada” e “Sombras do Rio Negro”.

    A Galeria do Largo funciona das 15h às 20h no Largo de São Sebastião, Centro, de terça a domingo, e não há necessidade de agendamento. As visitas, porém, terão limite de dez pessoas.

    Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA)

    Mais um espaço cultural que retorna hoje é o Centro Cultural Povos da Amazônia, que é referência em cultura da Amazônia Brasileira e Continental. O público pode participar de exposições como a “Cultura em Movimento”, que visita e contextualiza momentos da história do Amazonas; “Os Filhos da Nossa Terra”, que expõe 19 estátuas do artista Felipe Lettersen sob uma cúpula de fibras de arumã; e “Bestiari Venatio Animallia”, de Turenko Beça, que traça paralelos entre breviários medievais europeus e lendas amazônicas.

    O Centro ainda traz a exposição fotográfica “Mãe Amor Revelado”, com fotografias de Anne Lucy, Chris Gouvea, Claudia Higuchi, Dani Cruz, Dhyeneffer Rodrigues, Ellen Gatto, Maria Yole, Mariana Rebouças e Simone Brandão e curadoria de Michell Mello e a “Galeria Itinerante”, que expõe o trabalho de fotógrafos amazonenses.

    Na área externa, visitantes têm acesso a ambientes como o Espaço de Referência da Cultura Amazônica, que mostra construções tradicionais do interior do Amazonas, como a Casa de Farinha, Barracão de Beneficiamento do Guaraná, o Tapiri de Defumação da Borracha e a Casa do Caboclo. Ainda há o Xapono Yanomami, que tenta oferecer ao visitante uma réplica da habitação da etnia, que vive entre Roraima e a Venezuela, e a Praça das Bandeiras, que faz alusão aos países da Amazônia Continental.

    A visita é gratuita, e deve ser agendada no Portal da Cultura (cultura.am.gov.br). As visitas acontecem de terça a sábado, das 9h às 15h, com grupos de até dez pessoas. O CCPA é localizado no Distrito Industrial I, avenida Silves, 2222, bairro do Crespo.

    Teatro Amazonas

    As visitas acontecem com grupos de dez pessoas por horário, conforme os protocolos de prevenção contra a Covid-19. Para agendar, o público deve escolher o horário e informar um número de telefone e CPF. O agendamento pode ser feito pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br).

    O Teatro Amazonas adotou todos os procedimentos necessários para evitar o risco de contaminação e garantir a segurança das pessoas. No local é exigido o uso de máscara, medição da temperatura e distanciamento de 1,5 metro, é proibido ainda o contato físico com elementos dos espaços, como colunas, paredes, vitrines expositoras, esculturas, pinturas, demarcadores, portas e maçanetas. Os centros culturais Palácio da Justiça e Palácio Rio Negro também já reabriram.

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