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    POETA


    Escritor amazonense ganha concurso nacional de poesia

    O jovem Vitor Gusmão ganhou com a poesia que versa sobre ancestralidade amazônica

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus - O estudante de Geografia Vitor Gusmão, 25, ganhou o 17º Concurso Estudantil de Poesia do Festival de Cenas Teatrais (Fescete)  com o poema "Antepassados", que traz em seus versos imagens e reflexões sobre a ancestralidade e a vida amazônica a partir da experiência de vida no Amazonas, mencionando tanto ancestralidade histórica, como a miscigenação entre europeus e indígenas, quanto a imediata, citando a própria família.

      Vitor começou a escrever primeiramente influenciado pela música brasileira, e depois resolveu aprimorar-se como poeta e passou a colecionar mais influências abertamente literárias. Além do Concurso Estudantil do Fescete, Vitor está participando de vários outros concursos literários e aguardando o resultado. Para ele, é uma forma de testar-se e aprimorar-se como poeta.  

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    Comecei a escrever poesia influenciado muito por Gonzaguinha, Renato Russo, Cazuza, cantores que gosto muito e que têm letras marcantes. Depois de um tempo, passei a buscar leituras que pudessem fundamentar minha poesia, autores que hoje gosto muito, como Florbela Espanca, Cecilia Meirelles e Fernando Pessoa "

    Vitor Gusmão, poeta

     

    Influenciado pelas viagens que fez muito ao interior do Amazonas e pelo próprio aprendizado no curso de Geografia, Vitor povoou o poema com figuras e fazeres amazônicos: farinheiros, marceneiros e pescadores circulam em seus versos como origens para si mesmo. 

    "Na faculdade, pude refletir sobre nossa cultura, sobre essas experiências de ficar indo da capital para o interior, e sobre o peso da ancestralidade da cultura amazonense, o peso dos costumes e culturas dos povos antigos nas minhas próprias vivências", reflete Vitor.

     

    | Foto: Divulgação

    Além destes temas ancestrais, Vitor também busca traduzir os próprios sentimentos de forma bem honesta nos outros poemas, falando de temas universais como o amor, a amizade e as desilusões. "Geralmente transcrevo o que sinto e o que penso, o que eu escrevo é algo muito verdadeiro, muito direto", explica.

    O escritor tem ainda planos de continuar se aprimorando para lançar um livro de poesia no futuro. "Talvez em um ou dois anos eu já me sinta seguro o suficiente para lançar um livro. No momento, quero continuar me desenvolvendo como poeta e participando de concursos, tanto nacionais quanto internacionais".

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