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    CINEMA


    No dia do Orgulho LGBTQIA+, conheça alguns filmes sobre o tema

    Nos diversos filmes selecionados pelo Em Tempo, a temática é abordada com sensibilidade, inteligência e honestidade

     

    Em Tempo selecionou filmes diversos que passam pela temática LGBTQIA+ em comemoração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+.
    Em Tempo selecionou filmes diversos que passam pela temática LGBTQIA+ em comemoração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+. | Foto: Divulgação

    Manaus - O dia do Orgulho LGBTQIA+ é comemorado nesta segunda-feira (28), em alusão ao histórico protesto no bar nova-iorquino Stonewall Inn. Na ocasião, homens gays, lésbicas e mulheres trans, como os ícones queer Marsha P. Johnson e Stormé DeLavérie, reagiram com valentia diante de mais uma abordagem truculenta e LGBTfóbica da polícia de Nova York.

    O protesto chamou atenção pelo embate furioso dos LGBTQIA+ contra a polícia, depois de anos aguentando a situação, e deu coragem para que surgissem diversos movimentos pelos direitos de pessoas com sexualidades e identidades de gênero dissidentes da cisheteronormatividade (se identificar com o gênero atribuído ao nascer e ter interesse sexual exclusivo pelo sexo oposto).

    Infelizmente, o Brasil é o país que mais mata transgêneros no mundo, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra) e até 2019 era o que mais matava LGBTQIA+. O cinema, no entanto, sempre foi uma arte que recebeu o diferente com mais abertura. O primeiro beijo gay foi no filme estadunidente "Asas", de 1927, enquanto o primeiro beijo lésbico foi no filme alemão "Meninas de Uniforme".

    Além disso, grandes ícones queer surgiram do cinema, como Rock Hudson, Marlene Dietrich, Montgomery Clift, Joan Crawford, e mais recentemente, Jodie Foster, Neil Patrick Harris, Laverne Cox, Elliot Page e Janelle Monaé.

    Neste dia do Orgulho LGBTQIA+, indicamos alguns filmes que abordam diversas facetas desta temática rica e multifacetada e buscamos retratar um quadro de como são variadas a vida e as histórias de pessoas com gêneros e sexualidades diferentes do cisheteronormativo e oferecer mais empatia e identificação com esta comunidade que já produziu tanta arte de qualidade.

    As lágrimas amargas de Petra Von Kant (1972, Rainer Werner Fassbinder)

    Neste clássico alemão de Rainer Werner Fassbinder, a figurinista Petra Von Kant é oprimida pelos seus intensos sentimentos por uma moça de nível social inferior. O filme explora os relacionamentos pessoais dela com as várias mulheres. Toda a ação ocorre no apartamento de Petra.

    Rocky Horror Picture Show (1975, Jim Sharman)

    O clássico dos clássicos do cinema queer e musical, Rocky Horror é também porta de abertura para vários períodos do cinema antigo e da cultura pop – filmes B dos anos 50, os filmes de vampiro da Hammer, revistas em quadrinhos, ficção científica clássica, rockabilly e performance de gênero. Importante lembrar que em vários cinemas ao redor do mundo, Rocky Horror nunca parou de passar, levando inclusive a uma curiosa atividade de fãs que reencenam o filme ao mesmo tempo em que ele passa na tela, enquanto a plateia interage com os diálogos.

    Paris is burning (1990, Jennie Livingston)

    Este documentário traz um retrato precioso e tocante da cultura de ‘bailes’ LGBT e as subculturas de comunidades gay, Latina, Afro-americana e transgênero na violenta e conturbada Nova York dos anos 1980. Impossível de se restringir apenas aos bailes, o filme também mostra a devastação da AIDS, a violência, a homofobia e a pobreza que essas pessoas sofriam, e como as reuniões nos bailes eram momentos de felicidade, libertação e esperança.

    Eclipse de uma paixão (1995, Agnieska Holland)

    Neste drama histórico de 1995, Leonardo DiCaprio é o poeta francês Arthur Rimbaud, enquanto David Thewlis é o poeta Paul Verlaine. Os dois vivem um caso tórrido de amor e obsessão intelectual que os conduzirá a consequências trágicas na França do século XIX.

    Bom trabalho (1999, Claire Denis)

    No treinamento da Legião Estrangeira da França, formada por soldados de diversas origens e etnias, o sargento Galoup é devoto às ordens e à figura do comandante Bruno. Quando um novo recruta, Sentain, chega, Galoup é tomado por ciúmes e comete uma enorme besteira.

    Nunca fui santa (1999, Jamie Babbit)

    Nesta comédia adolescente, Natasha Lyonne interpreta uma líder de torcida que não percebe a própria sexualidade. A família, no entanto, percebe o interesse dela em moças, e a encaminha para um acampamento de conversão. Lá, ela começa a fazer justamente o contrário do que a família espera - explorar sua sexualidade.

    Hedwig and the angry inch (2001, John Cameron Mitchell)

    Este musical adaptado para as telas por seu criador, John Cameron Mitchell, é sobre uma cantora trans da Alemanha Oriental, que desenvolve uma relação com um cantor mais novo e acaba tendo sua música roubada por ele. O filme mostra o passado de Hedwig ao mesmo tempo em que acompanha sua conturbada trajetória musical.

    Café da manhã em Plutão (2005, Neil Jordan)

    Nesta comédia fantástica, após sair de um lar transfóbico, Patricia Kitten, uma mulher trans interpretada por Cillian Murphy, busca por sua mãe no interior da Irlanda e na Londres dos anos 1970. No caminho, ela se envolve com o IRA (Ireland Revolutionary Army), com um mágico e embarca em diversas aventuras e confusões.

    C.R.A.Z.Y – Loucos de amor (2005, Jean Marc-Valleé)

    Neste drama canadense, jovem Zac entra em conflito com sua família conservadora e homofóbica quando descobre sua sexualidade na Quebec dos anos 1970, tentando conciliar a relação quebradiça com o pai com os próprios desejos e anseios. 

    Transamérica (2005, Duncan Tucker)

    Este road movie de comédia dramática aborda a história de uma mulher trans que, prestes a fazer uma cirurgia de redesignação sexual, descobre que é pai de um rapaz problemático de 17 anos. Ao fazer uma viagem de carro em que tenta repetidamente se livrar da responsabilidade com o rapaz, ela acaba travando uma relação tocante com ele, descobrindo a própria paternidade.

    Direito de amar (2009, Tom Ford)

    A estreia de Tom Ford no cinema retrata a vida, a depressão e a buscar por sentido de George: um professor universitário britânico, interpretado por Colin Firth. Após a morte do companheiro de anos, na Inglaterra dos anos 1960, George se vê deprimido e sem sentido para viver, contemplando o suicídio. As relações que ele vai travando com outras pessoas vão lhe oferecendo novas perspectivas a respeito da vida e do entendimento da dor, do amor e do luto.

    Romeus (2011, Sabine Bernardi)

    Nesta comédia alemã, um homem trans gay chamado Lukas se interessa por um homem cis gay, Fabio, que incorpora tudo que ele quer se tornar. Conforme Lukas vai conhecendo Fabio, seus sentimentos tornam-se mais profundos que a pura admiração física, mas ele se sente inseguro ao revelar a Fabio que é um homem trans e afastá-lo.

    A morte e a vida de Marsha P. Johnson (2017, David France)

    Este documentário da Netflix retratada a vida do ícone queer Marsha P. Johnson, mulher trans que desafiou a polícia numa de suas costumeiras abordagens violentas no Stonewall Inn, bar nova-iorquino frequentado pela comunidade LGBTQIA+ nos anos 1960. A reação de Marsha e de outras pessoas da comunidade funcionaram como o rastilho de pólvora que deu origem à luta pelos direitos da comunidade LGBTQIA+ e à data que é comemorada nesta segunda-feira (28).

    O Segredo de Brokeback Mountain

    Jack e Ennis se conheceram em Wyoming, no verão de 1963, quando foram trabalhar para um rancheiro que criava ovelhas. Naquele ambiente solitário nas montanhas, eles acabam tendo um rápido contato sexual. Quando o trabalho no rancho acaba, cada um segue seu caminho. Ambos casaram e vivem com suas respectivas esposas. Por muitos anos, não se veem até que um dia, eles começam a marcar encontros esporádicos e mantêm um caso amoroso durante uns vinte anos.

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