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    CINEMA


    Confira alguns filmes amazonenses que você precisa conhecer

    Nos últimos anos, nosso estado tem contribuído com várias obras para o cinema nacional

     

    Conheça alguns filmes amazonenses recentes que você deve conhecer. Imagem do filme 'A floresta de Jonathas'.
    Conheça alguns filmes amazonenses recentes que você deve conhecer. Imagem do filme 'A floresta de Jonathas'. | Foto: Reprodução

    Manaus - Desde que Silvino Santos gravou o clássico documentário "No Paiz das Amazonas", de 1922, teve início a bela e árdua história do cinema amazonense. Ao longo dos anos, houve várias fases, como a dos cinemas de rua, que duraram até o começo dos anos 2000, e os cineclubes dos anos 1970, que incentivaram vários jovens universitários a assistir e apreciar cinema.

    Além disso, a partir dos anos 2000 e com um impulso ainda maior na década de 2010, o cinema amazonense tem apresentado uma efervescência de cineastas ambiciosos que, apesar das dificuldades orçamentárias, buscam retratar histórias singulares e, muitas vezes, um Amazonas único a partir de seus olhares. 

    A lista a seguir elenca alguns destes filmes, para que reconheçamos o valor e apoiemos o cinema local.

    Criminosos (2008, Emerson Medina e Sérgio Andrade)

     

    | Foto: Divulgação

    A descoberta do corpo de um menino de rua num campinho de peladas é o ponto de partida para o envolvimento de diversos personagens numa trama, neste curta com roteiro premiado assinado por Emerson Medina, que investiga as consequências das ações de pequenos personagens num contexto social maior e mais complexo.

    A floresta de Jonathas (2012, Sérgio Andrade)

     

    | Foto: Divulgação

    Neste longa, o introvertido Jonathas é parte de uma família que vende frutas numa barraca na beira da estrada. Num dia, Jonathas é seduzido por uma jovem turista ucraniana, e acaba por perder-se na floresta, ainda que tenha vivido próximo dela a vida toda. E é em sua jornada pela floresta que ele tem revelações fantásticas.

    A última no tambor (2012, Ricardo Manjaro)

     

    | Foto:

    Um belo curta neonoir, A última no Tambor explora ferramentas comuns do gênero: a atmosfera noturna, os gângsteres, os assassinos de aluguel e o mistério, acompanhando um dia na vida de um pistoleiro instável que é contratado para assassinar um figurão local. 

    Et Set Era (Emerson Medina e Rodrigo Castro)

     

    | Foto: Divulgação

    Neste curta cheio de metalinguagem e referências cinematográficas, três amigos cinéfilos e opiniosos discutem suas opiniões e preferências cinematográficas, que são intercaladas por trechos reencenados de famosos filmes do cinema. Tudo isso na mesa de um restaurante em que todo mundo está fantasiado como um personagem de Hollywood.

    Antes o tempo não acabava (2016, Sérgio Andrade)

     

    | Foto: Divulgação

    Em outro longa de Andrade, um paralelo interessante à Floresta de Jonathas: dessa vez, um jovem indígena chamado Anderson sai do convívio de seu povo por rejeitar algumas tradições, e vai viver no Centro de Manaus, acabando por ser engolido pela cidade. A transição de sua vida para o meio urbano e suas repercussões são o foco central do filme.

    Morcego de Rua (2017, Ricardo Manjaro)

    Neste outro curta de Ricardo Manjaro, o morador de rua Bruce pensa que é o Batman dos quadrinhos, e se veste com roupas semelhantes às dos personagens feitas de lixo para combater a violência que encontra nas ruas e defender a família que o abrigou.

    Obeso Mórbido (2020, Diego Bauer)

     

    | Foto: Divulgação

    Filme realizado pelo cineasta Diego Bauer sobre o processo pelo qual perdeu 40 kg, e as consequências disso em suas inseguranças, obsessões e na maneira em que passou a ser percebido por outras pessoas na vida pessoal e nas redes sociais. Bauer é membro há anos da Artrupe, produtora amazonense que já trabalhou com curtas como 'O tempo passa' e 'Aquela Estrada', e que também realiza este filme.

    No dia seguinte, ninguém morreu (2020, Gabriel Bravo)

     

    | Foto: Divulgação

    Composto quase unicamente da sucessão e sobreposição de fotografias, este curta apresentado pelo jovem realizador Gabriel Bravo utiliza da ironia e da agilidade linguística para adaptar o livro 'As Intermitências da Morte', de José Saramago. Na trama, as pessoas inexplicavelmente param de morrer no mundo todo, causando caos e alterando a percepção do que é a vida. 

    O buraco (2021, Zeudi Souza)

     

    | Foto: Divulgação

    Neste curta de Zeudi Souza, o horror da violência doméstica de um pai contra uma mãe é vista pelo filho através de um pequeno buraco na parede de seu quarto. O filme reflete sobre o efeito que a rotina de violência tem sobre a psique de uma criança.

    O Barco e O Rio (2020, Bernardo Ale Abinader)

     

    | Foto: Divulgação

    O filme conta a história das irmãs Vera e Josi, donas de uma embarcação simples, herdada da família, e ambas com personalidades bem diferentes. Vera é religiosa e cuida do barco com esmero, enquanto Josi prefere beber com as amigas e se envolver sem compromisso com homens do porto. As duas imaginam destinos diferentes para o barco e para a vida: uma quer vender a embarcação e a outra enxerga na herança o único sustento. 

    A Terra Negra dos Kawa (2018, Sérgio Andrade)

     

    | Foto: Divulgação

    Na região rural do Amazonas, próxima a Manaus, os anciãos Uçana e Turyná são os principais responsáveis pelo comando das principais terras locais. Pertencentes à etnia Kawa, eles tornam-se motivo de interesse para cientistas escavadores que descobrem grandes poderes energéticos e sensoriais naquelas que são chamadas de "terras pretas". 

    'A Benzedeira' (2021, Wallace Abreu)

     

    | Foto: Divulgação

    O filme,  protagonizado pela atriz Rosa Malagueta, propõe um debate sobre a intolerância cultural e religiosa e faz uma homenagem às benzedeiras, figura presente no imaginário das populações mais tradicionais do norte e nordeste brasileiro, assim como enaltece uma das principais práticas culturais e religiosas da nossa região: o benzimento.

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