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    Festival de Teatro da Amazônia apresenta edição on-line

    No total, dez espetáculos compõem a cartela de opções nas plataformas digitais

     

    A iniciativa faz parte do programa +Cultura,
    A iniciativa faz parte do programa +Cultura, | Foto: Marcos Camargo

    MANAUS (AM)- O Festival de Teatro da Amazônia chega à 15ª edição com uma mostra nacional on-line, disponível no canal da Federação de Teatro do Amazonas (Fetam) no Youtube.

    No total, dez espetáculos compõem a cartela de opções nas plataformas digitais.

    Com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a iniciativa faz parte do programa +Cultura, um pacote de ações voltadas à cultura e à economia criativa.

    A Cia. Sylvia Que Te Ama Tanto, de São Paulo, apresenta o infantil “Para Meninos e Gaivotas, um Voo Rasante”, que conta a história de Gabriel, personagem central que busca despertar nas crianças a imaginação e a preocupação com o meio ambiente.

    A montagem “Caio do Céu”, da Companhia de Solos & Bem Acompanhados, do Rio Grande do Sul, traz o universo do autor Caio Fernando Abreu para cena por meio de crônicas, cartas, contos, poemas, textos teatrais, depoimentos, música ao vivo e projeções, assim como o artista, por meio de vídeos e trechos de entrevistas.

    Mulheres 

    “Rosas Negras”, solo de Fabíola Nansurê, da Bahia, reverencia a ancestralidade feminina e coloca a mulher negra como protagonista, com empoderamento e autoestima potente para a valorização das raízes negras. Em cena estão histórias de vida de mulheres negras com relevantes contribuições para a luta contra a discriminação e a violência contra a mulher, principalmente a negra.

    Em “À Luz do Luar - Um Fragmento”, da Cia Pão Doce de Teatro, do Rio Grande do Norte, fatos como o motim das mulheres e o voto feminino são narrados do ponto de vista da massa. Para este trabalho, a companhia apostou num formato de aula-espetáculo, em que os atores apresentam os fatos ao mesmo tempo em que debatem com o público, utilizando de artifícios contemporâneos para promover uma maior aproximação com o espectador. 

    Amazônia – “Imemorial", solo de Larissa Latif, do Pará, é criado a partir de uma dramaturgia original que explora o universo de uma ancestralidade e dos nomadismos que atravessam as vidas de sete gerações de mulheres de uma mesma família.

    “Lua de Mel”, de Lamira Artes Cênicas, do Tocantins, mescla a palhaçaria, a dança e o teatro em um espetáculo criado para a rua. O espetáculo retrata um casal de palhaços que, após o casamento, sai em lua de mel, porém, no meio da viagem, o carro quebra e eles se veem presos no meio do nada. Perdidos, cansados, com fome e em noite de lua cheia, eles passam por aventuras que levam a descobertas sobre o amor e a arte dos palhaços.

     

    O espetáculo retrata um casal de palhaços que, após o casamento, sai em lua de mel
    O espetáculo retrata um casal de palhaços que, após o casamento, sai em lua de mel | Foto: Divulgação

    Em “Cadê todo Mundo?”, da Criart Teatral, de Roraima, a abordagem gira em torno do isolamento social e suas implicações no dia a dia das pessoas. A peça foi desenvolvida para uma reflexão a respeito da situação do país.

    O “Palhaço Microbinho em Família”, de Rogério Barcellos, do Acre, mostra o cotidiano de uma família cujos pais e dois filhos trabalham juntos como uma trupe de palhaços. As cenas trazem memórias do ator em sua trajetória artística.

    “A Borracheira”, da Associação Cultural O Imaginário, de Rondônia, coloca em cena memórias de um seringal na Floresta Amazônica e vem com reflexões sobre a atuação das mulheres nesse recorte e as questões de justiça e poder.

    "Desterrados – Um Eco de Reexistência", da Casa Circo, do Amapá, é uma obra cênica que parte do histórico de desapropriações dos povos indígenas e ribeirinhos em comunidades da Amazônia. A produção é um protesto contra invasões de madeireiras, garimpeiros, pecuaristas e construção de hidrelétricas.

    *Com informações da assessoria

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