Fonte: OpenWeather

    Arte indígena


    Mostra indígena transforma ancestralidade kokama em arte urbana

    O evento tem um simbolismo forte para a arte e cultura manauense

     

    A iniciativa dá oportunidade para que os artistas indígenas exponham suas pinturas, esculturas, indumentárias, cestarias, entre outros objetos
    A iniciativa dá oportunidade para que os artistas indígenas exponham suas pinturas, esculturas, indumentárias, cestarias, entre outros objetos | Foto: Marinho Ramos / Semcom

    MANAUS (AM)- Os traços de expressão forte da artista kokama Chermie Ferreira estão presentes na 1ª Mostra de Arte Indígena de Manaus - Meu Povo, que ocorre no hall do Palácio Rio Branco, Centro, aberta ao público até 24 de outubro.

    O evento, realizado pela Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura) e com apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), faz parte do conjunto de festejos e ações comemorativas do aniversário de 352 anos da cidade de Manaus

    "

    É uma grande mostra de arte indígena, na qual estamos oferecendo a oportunidade para que muitos artistas indígenas exponham suas obras pela primeira vez "

    Tenório Telles, presidente do Concultura

     


    Para ele, o evento tem um simbolismo forte para a arte e cultura manauense. Ele ressalta que a iniciativa, a primeira em 352 anos, dá a oportunidade para que os artistas indígenas exponham suas pinturas, esculturas, indumentárias, cestarias, entre outros objetos. 

    Pássaro branco

    A história da artista Chermie Ferreira tem como motivação inicial buscar nos espaços urbanos o meio de expressão social e da presença feminina na sociedade. Ela usa a arte como forma de expressão das causas que lhe tocam fundo: ancestralidade indígena e igualdade da mulher na sociedade.

      A artista manauense Chermie - também chamada de Wira Tini (pássaro branco) na língua kokama - também tem presença forte na cena nacional das artes visuais com obras expostas em galerias e recentemente realizou um projeto de grafite urbano em São Paulo (SP), no icônico espaço “beco do Batman”, no bairro Vila Madalena.  

    Ela conta que começou há 18 anos no grafite, para incentivar outras grafiteiras a ocupar os mesmos espaços, principalmente as grandes avenidas de Manaus. Na época, Chermie fazia um curso para ser DJ e acabou enveredando para a arte urbana. 

    “Arte para mim é fundamental no desenvolvimento social e cultural das pessoas, é revolução, resistência e um ato político como vemos na história da arte”, tanto nas galerias quanto nos espaços urbanos, como uma forma de expressão, diz Chermie. 

     

    O evento faz parte do conjunto de festejos e ações comemorativas do aniversário de 352 anos da cidade de Manaus
    O evento faz parte do conjunto de festejos e ações comemorativas do aniversário de 352 anos da cidade de Manaus | Foto: Marinho Ramos / Semcom

    Exposição 

    A artista apresenta na mostra de Arte Indígena de Manaus – Meu Povo, quatro obras da série "Andiroba e copaíba", que ela explica serem plantas ancestrais de cura do povo indígena e naturais da Amazônia.

    A partir de suas cores, a artista representa a flora nortista e cria um paralelo entre a capacidade de cura dessas plantas e das mulheres, responsáveis pelo cuidado com a saúde da família e do povo.

    “É uma alegria representar os amazonenses por meio da arte, e por expor no Palácio Rio Branco, que tem tanta história do nosso Amazonas. É uma grande oportunidade de divulgação interna para a sociedade amazonense do nosso trabalho, e também, uma difusão a nível nacional e até mundial”, avalia Chermie, sobre a oportunidade de participar da mostra de arte indígena. Ainda segundo ela, a Prefeitura de Manaus está tendo um olhar cuidadoso para com os artistas indígenas do Estado.

    *Com informações da assessoria

    Leia mais:

    Jandr Reis inaugura exposição "Jaraquiart" em Manaus 

    Amazonas realiza terceira exposição de cocares emoldurados 

    Artesãos do AM ganham plataforma online para exposição de artes