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    Documentário do Norte


    Documentário que traz artistas indígenas e quilombolas é lançado

    O filme é uma produção do coletivo Várzea Wave, composto por artistas paraenses que misturam ritmos urbanos

     

    No filme, o artista navega pelas comunidades ribeirinhas próximas aos rios Tapajós, Amazonas, Arapiuns e Jauari
    No filme, o artista navega pelas comunidades ribeirinhas próximas aos rios Tapajós, Amazonas, Arapiuns e Jauari | Foto: Divulgação

    É lançado nesta sexta-feira (22), o documentário “Várzea Wave: Rios” que traz relatos de indígenas e quilombolas sobre a importância da música em suas experiências cotidianas.

    Dirigido por Diego Orix Farias, o filme é uma produção do coletivo Várzea Wave, composto por artistas paraenses que misturam ritmos urbanos, como o eletrônico e synthwave, com os mais diversos ritmos tradicionais da região, que vão além do carimbó.

    Foi a partir da soma do estilo popular amazônico com o pop que o cantor e compositor paraense Felipe Cordeiro ganhou destaque no cenário nacional.

    No filme, o artista navega pelas comunidades ribeirinhas próximas aos rios Tapajós, Amazonas, Arapiuns e Jauari, para mostrar que não é só nos grandes centros urbanos que se faz música. Nessas comunidades, agricultores, quilombolas e indígenas são também artistas.

    Para impulsionar a visibilidade artística desses povos, o diretor definiu o objetivo central do filme.

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    Queremos trazer a cultura do povo indígena e quilombola para mais perto da sociedade urbana. Para fortalecer a música paraense, é preciso mostrar às novas gerações as canções regionais e incluir os povos tradicionais nesse processo "

    Diego Orix Farias, diretor

     

    Através da música, os personagens do curta falam não só sobre a rotina de trabalho, como fazer a farinhada ou produzir castanhas, mas também ressaltam a força da mulher indígena, falam sobre a resistência dos quilombolas ao perpetuar tradições africanas, além de expressarem seus sentimentos de amor à natureza e da urgência de preservá-la.

     

    Através da música, os personagens do curta falam não só sobre a rotina de trabalho, como fazer a farinhada ou produzir castanhas, mas também ressaltam a força da mulher indígena
    Através da música, os personagens do curta falam não só sobre a rotina de trabalho, como fazer a farinhada ou produzir castanhas, mas também ressaltam a força da mulher indígena | Foto: Divulgação

    Representatividade no cenário nacional

    De acordo com o diretor do curta, a música paraense já foi bem difundida a partir do sucesso de alguns artistas como Gaby Amarantos e Dona Onete, mas ainda existem muitos outros que não tiveram a oportunidade de mostrar seus talentos.

    O documentário prova que fora dos holofotes da mídia e fora dos trending topics das redes sociais, existe uma cultura rica e contemporânea que precisa ganhar espaço.

    O filme “Várzea Wave: Rios” está disponível no YouTube. Neste link, você pode assistir ao filme completo: https://www.youtube.com/watch?v=nchDe7WMMeU

    Ficha Técnica:

    Direção: Diego Orix Farias

    Produção executiva: Marcos Colón

    Direção de Produção: Vinícius Villare

    Direção de fotografia: Bruno Erlan

    Direção de arte e fotografia still: Thasya Barbosa

    Narração: Felipe Cordeiro

    *Com informações da assessoria

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