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    Homenagens


    Garantido e Caprichoso lamentam a morte do poeta Thiago de Mello

    O Garantido relembrou a participação do poeta no Festival de Parintins, 2008

     

    Thiago de Mello participou do Festival de Parintins em 2008
    Thiago de Mello participou do Festival de Parintins em 2008 | Foto: Paulo Sicsu

    Manaus (AM) - Os bois Garantido e Caprichoso lamentaram a morte do poeta e escritor amazonense Thiago de Mello, nesta sexta-feira (14) chuvosa, em Manaus.

    O Boi Garantido relembrou uma participação do poeta durante o Festival de Parintins, em 2008.

    "Nosso poeta maior, o inesquecível Thiago de Mello, é mais um dos nossos que partiu para ficar! Impossível não sentir emocionalmente o peso de suas palavras e, hoje, com essa notícia, 'faz escuro, mas eu canto'! Filho de nossos beiradões, nosso poeta representava muito bem nossa Amazônia do Povo Vermelho. Ele participou de nossa apresentação em 2008. Descanse em paz, Eterno", escreveu a diretoria do boi vermelho nas redes sociais.

    O Caprichoso citou um dos poemas mais famoso de Thiago de Mello durante a homenagem: “Os estatutos do Homem”.

    "Fica decretado que agora vale a verdade,/ que agora vale a vida, / e de mãos dadas, / marcharemos todos pela vida verdadeira. Os Estatutos do Homem, símbolo de resistência e esperança. Fica decretado que o Poeta da Floresta é eterno, é eterno como suas poesias, é eterno como suas memórias, é eterno como suas obras", escreveu a diretoria do boi.

     Jender Lobato, presidente do Boi Caprichoso, lembra que as obras de Thiago de Mello foram traduzidas para mais de 30 idiomas e é um dos escritores que muito orgulha o estado do Amazonas e o povo da Floresta Amazônica, a terra do Poeta. No poema “Faz escuro, mas eu canto”, Thiago de Mello diz “Faz escuro, mas eu canto, porque amanhã vai chegar”.

    Thiago de Mello nasceu no Porantin do Bom Socorro, em Barreirinha (AM). A primeira série de poemas foi escrita em 1947 no livro “Coração da Terra”. Ele dirigiu o departamento cultural da prefeitura do Rio de Janeiro. Foi adido cultural na Bolívia e no Peru.

    Também foi adido cultural em Santiago, no Chile, onde ganhou a amizade do escritor Pablo Neruda. Com a ditadura militar, sua poesia ganhou indignação e conteúdo político e nasceu, em 1977, o poema mais famoso dele, “Os estatutos do Homem”. Perseguido pelo governo, ele ficou exilado no Chile por dez anos.

    "O poeta da Floresta dormiu nesse plano, mas o amanhã não chegou na certeza de que o seu despertar ocorreu na morada eterna, onde 'O homem confia no homem como um menino confia em outro menino'. Nossa solidariedade e sentimentos aos familiares, amigos e a todos os amantes do trabalho de Thiago de Melo. Nós do Boi Caprichoso sempre emprestamos as lindas palavras do poeta como referência para enriquecer os parágrafos dos nossos livros dos temas de arena entregues a jurados e jornalistas", salienta o Caprichoso em nota.

    Poeta Thiago de Mello, “Faz escuro” sua partida, mas nós cantamos seus poemas em forma de toada para homenageá-lo. Obrigado por ser nossa referência, por nos mostrar que um homem da Floresta pode ser um cidadão do mundo.

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