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    Cultura


    Escolas a todo vapor nos barracões

    Carnavalescos querem se distanciar, esteticamente, do Festival de Parintins - foto: Joel Rosa
     
    Em meio a arames, soldas, cola, metalóide, isopor e tintas, os carnavalescos, juntamente com os artistas plásticos, estão trabalhando a pleno vapor nos barracões das oito escolas de samba do Grupo Especial de Manaus, para dar vida aos carros alegóricos, que estarão na avenida, disputando o título do Carnaval de Manaus.
    Diferentemente de anos anteriores, quando os carros tinham similaridade estética com as alegorias do Festival Folclórico de Parintins, a ideia este ano é se distanciar ao máximo da outra festa popular e levar muito brilho (símbolo do Carnaval) ao sambódromo.
    Responsável pelo Carnaval da Escola de Samba Sem Compromisso, há 5 anos, o artista plástico Nil Martins, trabalha com uma equipe de dez pessoas, entre soldadores, escultores. Segundo ele, que é natural de Parintins e já trabalhou no boi-bumbá Garantido, existem diferenças entre as duas festas e que elas tem que ser destacado. “No boi-bumbá o destaque é a originalidade, enquanto que no carnaval   o luxo nos  carros e fantasias é que devem ser destacados”, explica. Ele antecipa que a agremiação levará à avenida um carro abre-alas de 25 metros e largura. “Entraremos para ganhar”, afirma.
    Pela primeira vez defendendo as cores de uma escola de samba de Manaus, o parintinense Zilckson Reis, artista plástico da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, revela que ao chegar em Manaus percebeu que a estética dos carros alegóricos não era muito diferente das alegorias do festival de  Parintins. Porém, com o tempo começou a perceber que a escassez de recursos, dificultava a compra de outros materiais, que não fossem os mesmos usados na ilha.
    Com a experiência de quem já trabalhou no Carnaval das escolas de São Paulo, Mancha Verde e Gaviões da Fiel, além de ser artista de ponta do boi encarnado, Reis antecipa que usará a criatividade na confecção dos carros da escola verde e branca. “Em alguns trabalhos, por exemplo, usarei isopor, entretanto não terei como fugir do saco de fibra em outros”, revela, completando que a Aparecida está num bom ritmo, com cerca de 80% dos trabalhos prontos.