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    OAB vai analisar imagens da operação ‘Carrossel’

    Imagens das prisões ocorridas na operação ‘Carrossel’ serão analisadas pela OAB – foto: reprodução
     
     
    As imagens captadas na operação “Carrossel”, realizada na última segunda-feira (28) vão ser analisadas pela a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM). A afirmação foi dada pelo próprio presidente da comissão, advogado Epitácio Almeida.
    De acordo com Almeida, toda prisão deve ocorrer de forma ordeira, e as presilhas devem ser utilizadas apenas em caso de cautela. “Nada pode ser vexatório para os acusados, e o que podemos observar é que foram levados pelas ruas do Santo Agostinho amarradas. Imagino que esse não deve ser o cunho legal da prisão, mas o certo é que devem ser imobilizadas e levadas até a viatura, sem causar humilhação ou vexame”, explicou.
    Para a presidente da comissão, o importante é que os acusados sejam apenados pela lei e encaminhados para a cadeia pública para o cumprimento da penalidade do ato. “É preciso de uma explicação para o devido caso, até porque observamos que os carros (da polícia) poderiam ser colocados mais abaixo, evitando a exposição das pessoas”, disse.
    A Polícia Civil do Estado do Amazonas, por meio de nota, informou que, referente às prisões realizadas durante a operação ‘Carrossel’, deflagrada no último dia 28, os procedimentos adotados pelas equipes que estiveram no local tinham por objetivo assegurar a preservação da ordem pública.
     Diferente do que foi divulgado, a polícia não utilizou algemas, e sim braçadeiras de plástico para garantir a segurança dos moradores da área, os que procuraram a instituição para denunciar a prática de atos ilícitos, daqueles pegos em flagrante cometendo o crime de tráfico de drogas, e dos policiais que exerceram o papel de polícia judiciária no estrito cumprimento do dever legal.
    “Levando em consideração que o local é de difícil acesso (becos), em uma área considerada de alta periculosidade e o número de pessoas presas, as circunstâncias do caso justificaram o uso das braçadeiras para resguardar a segurança e integridade física de todas as pessoas envolvidas na ação”, diz a nota. “A instituição Polícia Civil deve realizar o seu trabalho com segurança e não permitir que suas ações sejam desestabilizadas. Cada operação tem o propósito e deve ocorrer para garantir a efetividade das investigações”, continua o texto.