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    Garimpo em Maués tem atividades suspensas por determinação da justiça

    O garimpo Rosa de Maio, localizado ao sul do município de Maués (a 268 quilômetros de Manaus), no rio Parauari, teve suas atividade de pesquisa mineral e de extração de ouro suspensas pela Justiça federal.
    A paralisação é devido a uma ação movida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) contra o garimpeiro Francisco Assis Moreira da Silva, conhecido como 'Zezão do Abacaxi', por causar danos ambientais decorrentes da exploração ilegal da atividade de extração de minério de ouro, desde a década de 70, no garimpo.
    As empresas CRC do Brasil Mineração Ltda. e Maués Mineração Ltda. também são alvos da ação.
    De acordo com as investigações, ficou comprovado que as duas empresas também se beneficiaram das pesquisas minerais e da exploração ilegal de ouro no garimpo Rosa de Maio por mais de dez anos e, por isso, também são consideradas pelo MPF/AM responsáveis pelos danos ambientais provocados pela atividade na bacia do rio Parauari.
    Durante a visita ao local do garimpo, em 2009, a Polícia Federal apurou que o garimpo Rosa de Maio pertencia a Francisco Assis, conhecido como 'Zezão', morador da cidade de Itaituba, no Pará, e que o garimpo teve início por volta de 1975.
     
    No auge das atividades, segundo os relatos colhidos pela PF, a área chegou a reunir 200 garimpeiros e nove maquinários. Na época das diligências realizadas pela PF, a produção informada foi de 1,5 quilos de ouro por mês, sendo que 70% ficava para o dono do garimpo e 30% para os garimpeiros.
     
    Na conclusão do relatório técnico, os peritos da PF confirmaram a existência de extração mineral de ouro recente no garimpo Rosa de Maio e constataram que a área degradada pela atividade nos últimos 50 anos era de aproximadamente 1.065 hectares.