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    Dia A Dia


    Expansão da cidade afeta cada vez mais balneários

    A poluição proveniente do lixo produzido na cidade é a vilã número um das águas – foto: Ione Moreno

    Os famosos ‘banhos’, nome popular para os tradicionais balneários na capital - e também no interior do Amazonas - são as opções de lazer mais utilizadas por diversas famílias amazonenses, independentemente da classe social.

    Hoje, poucos resistem e estão cada vez mais ameaçados pela expansão imobiliária.

    Em Manaus existem balneários públicos e particulares, sendo a praia da Ponta Negra mais conhecida por ser considerada ‘cartão-postal da cidade’.

    A praia, que atrai banhistas de diversas áreas da cidade, é pano de fundo para vários empreendimentos imobiliários que ocupam grande parte da orla.

    Contudo, a concentração de imóveis construídos próximos a esses balneários naturais deixa a dúvida se tais habitações respeitam as normativas ambientais que obrigam a preservação do meio ambiente e o gerenciamento final dos resíduos degradáveis produzidos pelos residentes.

    Em 2012, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) instaurou pelo menos 16 inquéritos civis para investigar residenciais de luxo na Ponta Negra que supostamente estariam lançando efluentes no rio Negro.

    O caso tramita na 50ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Prodemaph).

    De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), a qualidade da água dos balneários públicos em Manaus passa por um monitoramento de qualidade estabelecido pelas normativas do Conselho Nacional do Meio
    Ambiente (Conama).

    A coleta da água é realizada durante cinco semanas ao longo de seis vezes ao ano, prioritariamente na época do verão amazônico, pois as chuvas comprometem a análise devido o comportamento da água nesse período.

    Para a coleta, são destacados 15 pontos diferentes: Base Fluvial da Prefeitura de Manaus, Educandos, São Raimundo, Prainha (Ponta Negra), anfiteatro (Ponta Negra), próximo ao anfiteatro (Ponta Negra), Escola de Remo (Ponta Negra), praia Dourada, praia da Lua (2 pontos), praia do Tupé (2 pontos), Tarumã-Açu (Prainha), praia do Arrombado e Marina do Davi.

    O órgão também informou que, ao final da coleta, as amostras são encaminhadas ao Departamento de Vigilância Sanitária (DVisa) que expede um laudo com base nos parâmetros estabelecidos na resolução do Conama 274/2000, onde considera que a saúde e o bem-estar humano podem ser afetados pelas condições de balneabilidade.