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    Haitiano morre sob suspeita de negligencia em UBS

    O haitiano Lucien Trehner, 28, que vivia em Manaus há pelo menos um ano, morreu na noite desta segunda-feira (4), na Unidade Básica de Saúde (UBS) Áugias Gadelha, na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Ele, que trabalhava como soldador, sofria de problemas respiratórios.
    De acordo com testemunhas, Lucien procurou a UBS ainda na manhã de ontem, porém não conseguiu ser atendido devidamente na unidade de saúde municipal, onde teria passado várias horas sem atendimento. “Ele chegou cedinho e ainda passou mal umas duas ou três vezes”, disse uma testemunha que preferiu não se identificar.
    Segundo ela, houve negligencia da equipe médica do local, uma vez que o paciente não foi transferido imediatamente para um pronto socorro. “Disseram que não era aqui que ele podia ser atendido, mas não deram um jeito de mandá-lo para outro lugar rápido”, completou.
    Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que, de acordo com a direção da UBS Áugias Gadelha, o paciente Techner Lucien deu entrada na unidade, desacompanhado, às 18h44, com sintomas de dispnéia intensa.
    Por apresentar sinais de gravidade, foi de imediato atendido pela clínica geral de plantão, que o diagnosticou com crise asmática, prescreveu inalação e indicou a necessidade de transferi-lo para um pronto-socorro, acionando o Serviço Móvel de Urgência (Samu).
    No entanto, enquanto era submetido ao procedimento de inalação, Techner Lucien apresentou piora no estado de saúde, com palidez cutânea, sudorese intensa, hiper-ventilação e agitação motora, seguida de desmaio e sangramento, e parada dos sinais vitais às 19h05.
    Ainda de acordo com a direção da UBS, o irmão do paciente informou que desde o início da manhã Techner Lucien não parecia bem de saúde e que por este motivo o teria orientado a procurar o SPA Danilo Correa, que faz atendimento de urgência.
    A remoção do corpo de Techner Lucien ocorreu à 00h30 pelo Serviço SOS Funeral da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, após a família indicar como local do velório a igreja evangélica no Campo Dourado. O Instituto Médico Legal (IML) não pôde fazer a remoção naquele horário.