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    Justiça cobra medidas da União contra virose que matou duas crianças indígenas no Amazonas

    As mortes de duas crianças devido a um surto de virose não identificada em uma aldeia indígena de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus), levou a Justiça Federal a determinar que a União adote medidas urgentes para preservar a saúde da comunidade da etnia Hupda.
    As mortes foram notificadas à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, no último dia 18.
    Segundo o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), pelo menos 13 moradores da Aldeia Taracuá-Igarapé podem ter sido contaminados pelo mesmo vírus.
    Ao julgar o pedido de providências apresentado pelo MPF, o juiz federal Márcio André Lopes Cavalcante determinou que a União deve, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Alto Rio Negro, providenciar visitas diárias e semanais dos profissionais de saúde à região pelos próximos três meses ou até que o 'Surto de virose' tenha sido controlado.
    Além disso, o juiz estipulou prazo de 60 dias para que a União contrate nove médicos, triplicando o atual efetivo à serviço do Dsei Alto Rio Negro. O descumprimento dessa decisão acarretará multas diárias de R$ 30 mil. A União também vai ter que garantir combustível e equipamentos necessários para que dentistas visitem a área mensalmente.