Fonte: OpenWeather

    Dia A Dia


    Confundido com terrorista, deficiente é mantido em cárcere privado

    Após ser confundido com um terrorista, o deficiente auditivo Hesterpheson Marques Araújo, 21, foi torturado, agredido e mantido em cárcere privado, por seguranças do pastor norte-americano Benny Hinn, durante um evento religioso ocorrido na noite deste sábado (16), na arena Povos da Amazônia (antiga Bola da Suframa), na Zona Sul da cidade.

    O filho do pastor identificado como Joshua Benjamin Hinn, 21, é apontado pela polícia como líder das agressões contra o deficiente.

    De acordo com fontes policiais, o deficiente teria ido ao evento com o objetivo de conseguir a ‘benção’ de Benny Hinn, conhecido mundialmente pelos religiosos como profeta e que realiza grandes curas espirituais.

    Segundo os policiais, ao se aproximar do palco onde o pastor se encontrava, para pegar a benção, o deficiente foi abordado por quatro seguranças que estavam armados, identificados como Konstantin Konstantinous, 34, Caleb Shirr, 26, o filho do pastor, Josha Hinn, além de outro segurança que não foi identificado pelos policiais.

    Conforme os policiais o deficiente foi levado para dentro do contêiner, onde foi mantido em cárcere privado, enquanto era torturado e agredido pelos seguranças, que alegaram que o deficiente havia sido reconhecido por eles, por ter postado mensagens ofensivas contra o pastor Benny Hinn, em uma rede social na internet.

    Os seguranças pensaram se tratar de um suposto terrorista e levaram o deficiente para dentro do contêiner e iniciaram as agressões. Como não podia ouvir, nem falar, por ser portador de deficiência, Hesterpheson continuou sendo agredido pelos seguranças.

    A vitima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde recebeu atendimentos médico, em seguida liberado.

    A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os agressores foram levados ao 3ª Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Petrópolis, Zona Sul, para prestar esclarecimentos sobre o fato.

    Ainda segundo a assessoria, mesmo tendo sido agredido, o deficiente não quis registrar ocorrência e dá prosseguimento as acusações de tortura, agressão e cárcere privado e os suspeitos tiveram que ser liberados pelo delegado plantonista do 3º DIP.