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    Abandonado, parque Kako Caminha fica entregue à criminalidade

    Entregue à população em 2010, a praça da ponte Kako Caminha nunca mais recebeu manutenção e virou ponto de assaltos – foto: Ione Moreno
    Entregue à população em 2010, a praça da ponte Kako Caminha nunca mais recebeu manutenção e virou ponto de assaltos – foto: Ione Moreno

    Destinado à população para prática de esportes e lazer, o parque Kako Caminha, na Zona Oeste, hoje abriga menores infratores que amedrontam dia e noite os frequentadores do local. O complexo, que está em situação de abandono, foi entregue em 2010 pelo governo do Amazonas, e desde então nunca recebeu manutenção, segundo os moradores do bairro Presidente Vargas.

    O cenário atual desagrada os populares que circulam diariamente no local, hoje dominado pelo lixo, pela lama, com quiosques destruídos, luminárias queimadas, tubulações entupidas e grupos cada vez mais frequentes de usuários de drogas.

    De acordo com os moradores, o parque Kako Caminha agora virou um dor de cabeça para a comunidade. Segundo uma comerciante que preferiu não se identificar, os criminosos estão aproveitando o abandono para cometer assaltos, usar e comercializar entorpecentes no parque. A moradora afirma que representantes da comunidade já entraram em contatos com vários órgãos estaduais e municipais na tentativa de reverter o quadro, mas mais uma vez a situação foi jogadao para “debaixo do tapete”.

    “Os assaltos aumentaram e não tem mais hora certa para acontecer. Os estudantes que circulam próximo do complexo são diariamente roubados, agredidos e ninguém faz nada. Até a própria polícia que fica com a viatura estacionada na frente do parque não toma uma atitude. A situação só piora e não sabemos mais a quem recorrer”, destacou.

    Em nota, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Manaus (Semasdh) informou que já efetuou várias retiradas de moradores em situação de rua, do entorno da ponte Kako Caminha. Algumas dessas ações, inclusive, foram frutos de parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas), a pedido da Justiça. Apesar disso, muitos dos acolhidos retornam para o local. A secretaria vai acionar o Departamento de Proteção Social Especial DPSE, para fazer uma ação de abordagem na área nos próximos dias.

    Já o governo foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou.

    Gerson Freitas (equipe AGORA)