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    Dia A Dia


    Fim dos terminais inicia uma era de modernização

    Terminal da avenida Constantino Nery foi o único da Zona Sul a receber uma reforma significativa, mas hoje está saturado - Foto: Joel Rosa
     
    Construídos há quase três décadas, ainda na primeira gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes, em 1984, os terminais de integração das avenidas Constantino Nery (T1), no Centro, e Manicoré (T2), na Cachoeirinha, já estão com os dias contados a partir da decisão do prefeito Arthur Neto em desativá-los brevemente.
     
    Hoje, suas estruturas se resumem a telhado com telhas quebradas, inúmeras goteiras, buracos nas calçadas, lixeiras sem cobertura, banheiros insalubres e insuficiência de fiscais para suprir a demanda. Herança do tempo que a cidade não tinha o número de habitantes que tem hoje, esses terminais chegaram ao ponto de exaustão, o que levou a atual administração municipal a dar o veredicto da desativação.
     
    Na opinião da dona de casa Silvia Ambrósio, 25, moradora do bairro Santa Etelvina, Zona Norte, antes de a prefeitura desativar os terminais tem que haver opção à população para pegar os ônibus sem pagar nova passagem. "Não dá apenas para acabar e o povo ficar sem ter onde pegar o ônibus tendo que pagar mais uma passagem", avalia. A mesma opinião tem o açougueiro Marcelo Fernandes, que pede à prefeitura que avalie bem a situação. "Aqui (T1) não tem uma boa estrutura, mas será que ao tirar daqui, nos darão melhores opções para usarmos o transporte público?", argumenta.
     
    O vendedor de picolé Enéas Costa, 54, trabalha no T2 há 30 anos e critica o espaço por não oferecer conforto a quem o utiliza. "Nem os bancos são bons para sentar. Estão quebrados e sujos", sustenta. Sobre a desativação do terminal, ele pede que a prefeitura dê alternativas não somente para quem utiliza o transporte coletivo, mas para as pessoas que trabalham no lugar. "Muita gente está aqui há muito tempo e não terá o que fazer", lamenta.
     
    Todos os dias, a doméstica Silmara Viana, 39, usa o terminal 2. Moradora do bairro Novo Israel, ela trabalha no Japiim. "Essa é minha opção para não gastar mais com passagens", diz, completando que a estrutura do lugar é muito precária. "Não tem como abrigar corretamente ninguém. A gente pega chuva, cai em buracos. Isso aqui é péssimo", lamenta.
     
    Dos dois terminais, somente o T1 teve ampliação para 3,5 mil metros quadrados de área construída, com seu deslocamento da entrada do Centro para até perto do início da avenida Epaminondas. Isso na década de 1990. O T2 só recebeu alguns reparos, mas nunca foi ampliado, estando praticamente com o mesmo aspecto de quase 30 anos atrás.