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    Falta de fiscalização deixa cemitério abandonado

     Sepulturas  do São Francisco ficam expostas a todo tipo de descaso na Zona Sul – foto:  Joel Rosa
     
     
    Serviços de construção, reformas e manutenção de sepulturas vêm gerando divergência e confusão no cemitério São Francisco, localizado rua Coronel Pedro de Souza, Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus.
    O local é um dos mais antigos da cidade e recebe, constantemente, famílias em busca de um local para sepultamento de algum ente querido, mas deparam-se com diversos profissionais liberais que oferecem serviços e mão de obra para a execução dessas construções.
    A reportagem do EM TEMPO procurou a administração do cemitério e foi informada pela responsável do local, Rosilene Rocha, que o procedimento é recorrente e que o local é alvo de oportunistas que tentam burlar a legislação do cemitério.
    Questionada sobre a segurança do local, a administradora informou que é feita por vigias distribuídos em turnos, e que por ser espaço público, não há um controle mais rigoroso na identificação de quem apenas visita o lugar ou utiliza o espaço para oferecimento dos serviços.
     
    Venda
    O coveiro citado pela responsável do cemitério foi identificado como V.F.A., 43. Questionado sobre o fato, ele revelou que no ano passado fez uma denúncia contra a atual direção do local, alegando que a responsável pelo cemitério supostamente comandaria um sistema de venda de sepulturas.
     “Aqui funciona uma máfia de venda de sepulturas, que chegam até ser vendidas no valor de R$ 3 mil. Existem sepulturas construídas sem o corpo do morto, são feitas e reservadas. Ela diz que nunca dá para construir nada quando o cliente me procura, mas depois ela indica um construtor conhecido dela e cobra R$ 500 para legalizar documentação e fazer a construção”, desabafou.
    Ainda de acordo com o coveiro, as  sepulturas cujos familiares não comparecem para manutenção ou estão abandonadas são desapropriadas para venda.
    De acordo com a titular do Departamento de Cemitérios (Decem), Daniele Soares, essa é uma situação que requer averiguação. “São denúncias muito sérias e não podemos ser injustos com nenhuma das partes. Vamos fazer um levantamento dessas informações e, se necessário, instaurar uma sindicância para apurar essas denúncias”, pontuou.