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    Há 20 dias como secretário de segurança, Carlos Andrade aponta redução de crimes no AM

    "Vou continuar combatendo o narcotráfico no Amazonas e intensificando o policiamento nas ruas de Manaus", garante o novo secretário de segurança pública do Estado (SSP-AM), Carlos Alberto de Andrade. Há 20 dias no cargo e com uma grande responsabilidade nas mãos, ele diz que estabeleceu um plano de ação, seguindo o planejamento do ex-secretário Sérgio Fontes, voltado para diversas ações, que visam inibir a criminalidade.

    "Estávamos na equipe do Sérgio Fontes, deste quando ele assumiu a secretaria em 2015. Ele estabeleceu um plano de ação e fizemos um planejamento, em cima do que já havia sido discutido, sobre as diversas ações da SSP-AM, com órgãos que a compõem, como as polícias Civil e Militar, Detran-AM e Corpo de Bombeiros. Esse plano foi colocado em execução e, primordialmente, previa o combate ao narcotráfico", falou.

    Leia também: Em 85 operações feitas em 2016, SSP-AM aponta redução nos homicídios e maior combate ao tráfico de drogas

    À reportagem, o secretário - que assumiu o cargo no último dia 29 de agosto - informou que procurou manter o que ficou de legado de seu antecessor para a segurança. A SSP-AM intensificou o policiamento ostensivo, preventivo e repreensivo nas ruas da cidades.

    Roubos em ônibus

    O trabalho, segundo ele, já vem surtindo efeito nos números registrados pela pasta. Os casos de roubos em ônibus tiveram uma redução de 7% do dia 1º a 17 de setembro deste ano, em comparação ao mesmo período de 2016.

    "Voltamos com o planejamento para atender a necessidade da população porque já estava previsto no planejamento do Sérgio Fontes e estava dando resultado. Só estou antecipando e implementando a presença da polícia na rua, utilizando os policiais que estão na secretaria de segurança. Uma das principais reclamações da população é o número alto de assaltos em ônibus da capital. Estamos combatendo em outro formato os crimes nos coletivos e, em 17 dias, já tivemos uma redução de 7% desses casos. Já os outros roubos, de forma geral, reduziram 10%", pontuou.

    Em setembro, roubos em coletivos diminuíram 7% em Manaus - Divulgação

    Conforme Carlos Alberto, as grandes apreensões de drogas realizadas pela secretaria nos últimos anos trouxeram "efeitos colaterais", aumentando o número de mortes (homicídios) e roubos cometidos na cidade.

    "Reconhecemos que essas grandes apreensões trouxeram efeitos colaterais. O combate ao narcotráfico diminuiu a quantidade de drogas na cidade e fez com o que os traficantes aumentassem os valores. Com isso, as pessoas que perdiam as drogas não tinham como fazer o pagamento do material e entravam em conflito. Tivemos assim um aumento no número de homicídios. Outro ponto a ser analisado é que, após terem o material ilícito apreendido, os criminosos tentaram recuperar esse dinheiro e elevaram o 'crime de trauma', principalmente, os casos de roubos. Houve um aumento no número de assaltos em coletivos, estabelecimentos comerciais, crimes de 'saidinhas de banco' e em faculdades, por exemplo", contou.

    As apreensões de drogas realizadas pela secretaria, conforme Carlos Alberto, gerou um prejuízo de mais de R$ 700 milhões às organizações criminosas. Somente em 2017, os órgãos de segurança  já apreenderam 8,222 mil toneladas de  drogas no Amazonas e efetuaram 2.805 prisões por tráfico de drogas.

    "Todos os líderes do comando do tráfico de drogas no Amazonas estão presos. Da segunda linha de poder também estão quase todos presos. Temos uma guerra entre as facções, Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que possuem suas correspondentes no Estado, a Família do Norte (FDN) e o próprio PCC.  Estamos vivendo uma guerra contra o tráfico, que tem uma ação nefasta na sociedade. Podemos afirmar que a polícia está vencendo essa guerra", contou Carlos Andrade.

    Somente em 2017, foram apreendidos mais de 8,222 mil toneladas

    Orçamento curto não é impedimento

    O secretário disse ainda que apesar da crise que o Brasil e o Amazonas enfrentam, a SSP-AM está mantendo as ações de combates a criminalidade.

    "Nos saímos de um orçamento de R$ 240 milhões em 2014 para R$ 130 em 2015. Então, nos tivemos uma redução R$ 110 milhões de um ano para outro. Entretanto, foi a gestão de recursos com muita eficiência que manteve todos os programas de combate às organizações criminosas reduzindo os crimes e prendendo os líderes delas".


    A SSP tem cumprido mandados de prisão em aberto, baseado no banco de dados da Polinter, composto por pessoas que respondem por crimes de homicídios, latrocínios, estupros, roubos e tráfico de drogas. "Em vez de vez de prender ladrão de galinha, estamos retirando das ruas pessoas perigosas", disse.

    Lanchas blindadas

    Para combater o narcotráfico e a atuação de piratas na região do Rio Solimões, entre os municípios de Codajás e Coari, local onde a turista britânica Emma Kelty, de 43 anos, foi atacada e morta, Carlos Alberto busca apoio na aquisição de lanchas blindadas para o patrulhamento fluvial. Ele foi a Brasilia (DF) no inicio do mês, onde se reuniu com o secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto Santos Cruz. Na ocasião, Andrade solicitou as embarcações e 556 fuzis, considerados equipamentos fundamentais nas operações nos rios, além de novos coletes balísticos.

    "Conhecedor das nossas ações , o secretário nacional se prontificou  a ajudar. Estamos pedindo fuzis e lanchas blindadas para possibilitar que nossos policiais possam combater a pirataria, na região entre Codajás e Coari, sem o risco de serem alvejados. Devido às ações da SSP, esses traficantes estão fazendo essas rotas escoltados. Essas lanchas vão possibilitar que nossos policiais combatam ainda mais esses criminosos, finalizou.

    Mara Magalhães
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