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    Com Correios em greve, saiba o que fazer para retirar as encomendas em Manaus

    A greve dos funcionários dos correios em Manaus mobilizou, até esta quinta-feira (21), aproximadamente 130 trabalhadores da área operacional - os carteiros. O sindicato da categoria afirma que mais de 5 mil objetos deixaram de ser entregues nos dois primeiros dias da paralisação, informação que é contestada pela superintendência regional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

    Mas se sua encomenda que já deveria ser entregue ainda não chegou, a única maneira de recebê-la é indo direto ao Centro de Entrega de Encomenda, que fica na avenida Senador Raimundo Parente, próximo ao Conselho Regional de Medicina (CRM), no bairro da Paz, na zona Centro-Oeste. Basta levar o código de rastreamento da encomenda e algum documento com foto.

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    Os únicos objetos que ainda estão sendo entregues são os do serviço expresso, o Sedex. Cartas e contas, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM) devem ficar retidos nas agências. Por isso, quem tiver contas a vencer, o melhor caminho é entrar em contato com o emissor do boleto para pedir o envio por email ou o código de barras para pagamento.

    Adesão a greve

    Apesar da superintendência regional da ECT garantir que a maioria das agências de Manaus e do interior permanecerem abertas, o Sintect-AM garante que elas estão apenas recebendo encomendas.

    Uma das poucas agências que fecharam as portas na cidade foi a da Praça do Congresso, no Centro. Lá também tem sido o ponto de concentração dos grevistas e dos diretores sindicais. "Ainda vamos ter mais trabalhadores aderindo à greve hoje e nos próximos dias", estimou Kleyton Góes, presidente do Sintect-AM, que garante que 70% dos trabalhadores responsáveis pela entrega já cruzaram os braços na cidade.

    No Amazonas, segundo dados disponíveis no site dos Correios, são 1288 trabalhadores, desde administrativos a operacionais.

    Reivindicações
    A greve dos Correios é nacional. Entre as reivindicações apontadas pelos grevistas locais estão a falta de concurso público, o fechamento de agências, o cumprimento da data  base e reajuste de 8%, além de falta de condições de trabalho.

    "Os Correios não realizam concurso público desde 2011. Desde então, muitos colegas se aposentaram ou se afastaram, causando um déficit enorme de pessoal na nossa categoria, comprometendo a distribuição de encomendas", afirmou Góes.

    Aproximadamente 5 mil encomendas não teriam sido entregues em Manaus, nessa quarta-feira (20) - Janailton Falcão

    Nota dos Correios

    Em nota enviada pela assessoria nacional dos Correios, a direção afirma que a negociação com a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) está andamento. Hoje serão apresentadas as propostas econômicas para a assinatura do Acordo Coletivo do Trabalho. Segundo o levantamento divulgado na nota, cerca de 87% do efetivo no Amazonas está trabalhando.

    A nota também reforça que a paralisação não afeta os serviços de atendimentos dos Correios e que, mesmo nos estados que aderiram à greve, todas as agências estão abertas e em funcionamento.

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