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    Afogamentos


    Entenda como são feitas as buscas por vítimas de afogamento no Amazonas

    A equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (Cbmam) registrou mais de 50 casos nesse ano.

    Em média, 17 pessoas morrem diariamente vítimas de afogamento, de acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). No Amazonas, no período de janeiro a agosto desse ano, foram registrados 52 casos de busca e remoções de mortos pelo mesmo motivo.

    A equipe de mergulho do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (Cbmam) é a responsável pelos procedimentos de busca nos casos de afogamentos em todo o Amazonas. Após receber o chamado, eles são direcionados ao local do acidente com uma equipe de mergulhadores, que dará início à procura.

    O mergulhador da equipe de buscas do Cbmam, sargento Elivaldo Branches, explica que antes de iniciar a operação, os profissionais devem analisar vários fatores que podem dificultar o encontro do desaparecido.


    Os bombeiros utilizam equipamentos especiais durante as ações.
    Os bombeiros utilizam equipamentos especiais durante as ações. | Foto: Divulgação


    Procedimentos de busca

    A profundidade do rio no ponto de busca, a presença de correnteza e se o terreno é muito acidentado são os principais pontos estudados antes de iniciar a operação. Ainda segundo Branches, para realizar as buscas no fundo do rio, uma dupla de mergulhadores é enviada ao local. Eles ficam ligados por um cabo e, enquanto um deles desce até o fundo, o outro fica na superfície para guiá-lo através de toques no cabo.

    “Os toques são necessários porque dentro do rio a visibilidade é nula. Eles informam ao mergulhador se ele está na direção certa e o momento de mudar a rota”, explica o sargento.

    Segundo o capitão do Cbmam, Janderson Lopes, as buscas costumam durar, em média, uma semana. As primeiras 24 horas são essenciais para achar o desaparecido ainda com vida. Após esse período, se o corpo não for encontrado, é esperado que ele boie. Isso devido a criação de gases.

    Janderson explica que cabe ao comando a decisão de encerrar ou não a procura pela vítima. A todo momento, a equipe que está no local passa informações do andamento da operação. “As informações repassadas são analisadas e o comando decide se vale a pena ou não prosseguir com a busca”, conta o capitão.

    Dificuldades


    Michael está desapareceu neste domingo (15), após pular da lancha em que se encontrava durante um passeio turístico
    Michael está desapareceu neste domingo (15), após pular da lancha em que se encontrava durante um passeio turístico | Foto: Divulgação



    As buscas pelo cantor e empresário Michael Lacerda já somam quatro dias e prosseguem, ainda sem resultados. A maior dificuldade enfrentada pela equipe de mergulhadores se deve a profundidade do local onde o cantor foi visto pela última vez. Michael desapareceu na tarde deste domingo (15), após pular da lancha em que estava com amigos. O acidente ocorreu no rio Negro, próximo a Manaus Moderna, no bairro Educandos, Zona Sul.

    O sargento Elivaldo, que faz parte da equipe de buscas pelo cantor, diz que, especificamente para esse caso, a equipe do Corpo de Bombeiros desenvolveu um equipamento. Uma espécie de arpão com vários anzóis na ponta, que permite vasculhar locais mais profundos.

    “Tudo que pegamos no fundo é levado para a superfície e analisado”, fala o mergulhador.

    Acidentes no rio Negro


    O trabalhador se afogou durante a madrugada e o corpo foi resgatado na manhã do mesmo dia
    O trabalhador se afogou durante a madrugada e o corpo foi resgatado na manhã do mesmo dia | Foto: Divulgação



    Outro caso facilmente resolvido foi o do trabalhador Claudenor dos Santos, 53, morto por afogamento na madrugada desta terça-feira (17), nas proximidades do Porto da Ceasa, localizada na Vila Buriti, Zona Sul de Manaus.

    O corpo foi encontrado e removido pela equipe do Corpo de Bombeiros no mesmo dia da morte do marítimo. O acidente ocorreu quando Claudenor atravessava de um rebocador, que estava a cerca de 40 metros da margem do porto, em uma profundidade de 10 metros. O local não apresentava correnteza, o que facilitou o trabalho de buscas.

    • O trabalhador se afogou durante a madrugada e o corpo foi resgatado na manhã do mesmo dia | Foto: Divulgação
    • Michael está desapareceu neste domingo (15), após pular da lancha em que se encontrava durante um passeio turístico | Foto: Divulgação
    • Os bombeiros utilizam equipamentos especiais durante as ações. | Foto: Divulgação