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    Dia A Dia


    Jimmy diz que morte do pai "foi um alívio"

    Jimmy confessou que seu pai não aceitava sua opção sexual – foto: Danilo Mello
     
    “Ele não aceitava a minha opção sexual. Tentei conversar com ele na semana do Natal passado, mas fui destratado e humilhado. Eu me arrependo dos crimes, mais pelas mortes da minha tia e da prima. A morte do meu pai foi um alívio”.
    A frase faz parte do segundo depoimento do publicitário Jimmy Robert Queiroz Brito, 33, na madrugada de quinta-feira (24) na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), antes de ser levado para a Unidade Prisional do Puraquequara, Zona Leste.
    Trechos do depoimento do publicitário relatam passo a passo o planejamento do crime, supostamente motivado pela herança e pela mágoa que Jimmy Robert nutria do pai, Roberval Brito, 63.
    Frio e calculista, segundo descreve uma fonte, o publicitário explicou que tramou a morte do pai após tentar mais uma vez “selar” a harmonia entre eles na semana do Natal. Por conta de sua homossexualidade, Jimmy acreditou que, por ser a semana natalina, o pai fosse aceitá-lo e não mais confrontá-lo. Porém, a tentativa foi em vão.
    Revoltado com o tratamento, Jimmy decidiu, a partir daquela conversa, que “também seria órfão de pai”. Em maio do ano passado, o publicitário perdeu a mãe, vítima de câncer. Na ocasião, disse no depoimento, relatou o desentendimento ao namorado, Rodrigo de Moraes Alves, 19. Nesse momento, decidiu matar o pai.
     
    RevelaçãoDiferentemente do primeiro depoimento, em que negou a autoria do triplo homicídio e chamou o namorado e o amigo Ruan Pablo Bruno Cláudio, 18, de bandidos, Jimmy se comoveu ao chegar na sede da DEHS, na Zona Leste, e ver os parentes dos cúmplices os recebendo de “braços abertos”.
     
    “Não teve ninguém sequer para entregar uma água para mim. Eu me senti só”, desabafou em depoimento, ao ressaltar que ficou sentido ao ouvir a confissão do namorado Rodrigo, durante a coletiva na sede da Delegacia Geral, “que tinha matado as vítimas por dinheiro e não por amor”.
    Ao se sentir abandonado, o publicitário, durante a acareação ocorrida na madrugada de ontem entre os acusados, comandada apenas para a delegada da DEHS, Geórgia Cavalcanti, acabou revelando que há três semanas decidiu matar o pai.