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    Indústria amazonense


    Amazonas apresenta queda na produção industrial

    A industria local recua em pesquisa divulgada sobre o mês de abril. Mas, de acordo com Antonio Silva, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), existem bons indicativos para o futuro.

    Amazonas registrou queda de 1,2% na Industria, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE
    Amazonas registrou queda de 1,2% na Industria, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE | Foto: Amanda Oliveira/GovBA

    Manaus - O Amazonas registrou queda na produção industrial na passagem de março para abril deste ano, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2018, o Estado teve queda de 1,2% em 2019.

    Ainda no Norte do país, o estado do Pará registrou a maior queda no setor industrial, com uma redução de 30,3%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dos locais analisados, o Amazonas marcou a segunda maior queda.

    Na comparação com abril do ano passado, apenas seis locais tiveram alta, com destaque para Ceará (6,5%) e Rio Grande do Sul (6,3%). Nove locais tiveram queda, a maior delas no Pará (30%).

    Zona Franca de Manaus 

    Para Antonio Silva, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), apesar de o cenário ser preocupante, existe bons indicativos. ‘’A Zona Franca de Manaus (ZFM) teve queda de faturamento de 16,4% e queda de 1,5% da massa salarial. Em contrapartida, cresceu 9% nas horas trabalhadas e 5,4% na utilização da capacidade instalada’’, comentou o presidente

    Com esses indicativos, Silva espera que o próximo relatório divulgado traga uma recuperação para o setor. ‘’Esses indicadores nos mostram que a situação da Industria Local em faturamento é preocupante. Porém, existe uma boa perspectiva de recuperação no mês de maio, cujos dados ainda não foram divulgados’’, disse Antonio Silva

    As reformas 

    Para o presidente da FIEAM, o mercado necessita de mudanças para voltar a prosperar no cenário nacional. ‘’Temos urgência em aprovar as reformas que irão destravar a economia, que enfrenta uma queda acentuada no país, que resulta na queda do poder aquisitivo da população, inflacionada pelo desemprego’’, argumentou.

    Ainda de acordo com Silva, outras ações são necessárias para o avanço da economia local, tais como:  ‘’A conclusão da BR-319, uma recuperação das vias do Distrito Industrial, além da viabilização de um porto público. Assim, a Zona Franca de Manaus (ZFM) terá uma melhor estrutura, que impulsionará o mercado’’, refletiu ele.

    Antonio Silva finaliza afirmando que o cenário adverso não é uma exclusividade do Amazonas. ‘’Esses problemas são reflexos das crises internacionais que vivemos, principalmente na Argentina e na Venezuela, impulsionados pela disputa comercial com Estados Unidos e China’’, finalizou.

    Média Nacional

    Seguindo a tendência contrária à alta nacional de 0,3%, cinco estados tiveram queda. O destaque ficou com o Pará, cuja indústria recuou 30,3%. Outros locais com redução na produção foram Espírito Santo (-5,5%), Rio de Janeiro (-4,5%), Goiás (-1,4%) e Amazonas (-1,2%).

    As maiores altas foram observadas em Pernambuco (8,3%), Bahia (7,4%) e Região Nordeste, que congrega os dados dos nove estados (6,1%).

    Na comparação com novembro de 2017, a indústria nacional recuou 0,9%, comportamento seguido por oito dos 15 locais pesquisados, em especial Goiás, que teve queda de 14,2%. Sete locais tiveram alta, sendo a maior delas anotada no Rio Grande do Sul (12,7%).

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