ZFM


Arthur critica Governo Federal por desconhecer a importância da ZFM

De acordo com prefeito de Manaus, o governo federal trata o Polo Industrial e a Floresta Amazônica com desconhecimento

Para o prefeito, há muito o que exaltar quando se faz um resumo de mais de cinco décadas de existência da Suframa | Foto: Alex Pazuello/Semcom

Manaus - No dia em que a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) completa 53 anos, o prefeito Arthur Virgílio Neto elogia o modelo de desenvolvimento sustentável e reafirma suas críticas ao governo federal pelo desconhecimento da região amazônica. Ele destacou, entre tantos resultados positivos, o fato de a floresta, localizada no território amazonense, manter seus 96% de área preservada.

Para o prefeito, há muito o que exaltar quando se faz um resumo de mais de cinco décadas de existência da Suframa. “Quando avalio esses 53 anos de Zona Franca de Manaus, vejo um saldo muito positivo, por saber que o modelo sustentou cada um de nós e todos aqueles que vivem no Amazonas, e ainda deu muito emprego país afora. Além disso, trouxe desenvolvimento, sustentou as prefeituras do interior, garantiu as fronteiras e trouxe crescimento econômico”, destaca.

Reconhecido como um dos maiores defensores do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o prefeito lamenta o fato de que, ao longo dos anos, não se buscaram novas matrizes econômicas. “Apesar de tudo que deu certo, há um plano negativo para se ressaltar. Todos, sem exceção, que governaram a ZFM ao logo desses 53 anos, se portaram como os velhos coronéis da borracha e não foram capazes de aproveitar esse tempo político e econômico que o modelo nos garantiu, para criar novas matrizes que compensassem os momentos de baixa”, critica Arthur.

De acordo com prefeito de Manaus, o governo federal trata o polo industrial e a Floresta Amazônica com desconhecimento. Ele cita como exemplo a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de produção de refrigerantes da Zona Franca de Manaus (ZFM), fixada em 8% até novembro deste ano, colocando em risco 10 mil empregos no Amazonas.

“Parabenizo a Suframa, deixando a mensagem de que precisamos exigir as mudanças fundamentais, com investimentos em portos, em ciência e tecnologia, centros de pesquisa, na inovação, no capital intelectual, na mão de obra especializada e na infraestrutura de estradas”, finaliza.

*Com informações da assessoria