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    Especial turismo


    Setor hoteleiro em Manaus apresenta baixo índice na taxa de ocupação

    Manaus registrou um pequeno crescimento da oferta, em comparação aos últimos anos, mas continua com baixo índice na taxa de ocupação

    Setor hoteleiro em Manaus apresenta pequeno crescimento em relação ao ano passado
    Setor hoteleiro em Manaus apresenta pequeno crescimento em relação ao ano passado | Foto: Foto: Reprodução/Shutterstock

    Manaus - Segundo a pesquisa realizada pela consultoria Jones Lang LaSalle Hotels (JLL), com o apoio do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), no ano de 2017, Manaus foi uma das capitais do país que apresentou um crescimento mais significativo da oferta entre 2014 e 2016. No entanto, a capital amazonense apresentou queda na taxa de ocupação e no REVPAR (receita por apartamento disponível) no ano de 2017, em comparação com a média geral do país.

    Conforme a pesquisa da JLL, em 2018, a perspectiva era de retomada em relação a 2017, com aumento nas taxas de ocupação e na diária média na capital amazonense. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Amazonas (ABIH-AM), Roberto Simão Bulbol, explica que o fluxo do setor hoteleiro no Amazonas depende da economia do país.

    “Nós estamos mudando de acordo com as mudanças de governo nacional e estadual.  Se a crise econômica atinge todo o país, aqui não é diferente. Se no Norte as coisas demoram a nos atingir, a crise chega mais tarde, mas quando nos atinge, ela fica por mais tempo”, explica o presidente da ABIH-AM.

    Avaliação do turismo

    Segundo dados da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), referentes à movimentação de turistas no ano de 2018, o Amazonas recebeu um volume de 60.973 turistas, em comparação ao ano de 2017, quando recebeu 586.47 visitantes. Houve um aumento de 3,67% no fluxo de turistas.

    Na avaliação de quem lida diariamente com os turistas, o setor hoteleiro já esteve pior, mas o avanço ainda é gradual.

    “São vários fatores que influenciam a alta ou baixa dos turistas. Na verdade, tudo gira em torno da economia do país. Em 2017, com a crise, nossos quartos ficaram vazios, foi um dos piores índices. Em 2018, já foi um pouco melhor e, nesse início de ano, crescemos um pouco mais”, comenta Antônio Cardoso, recepcionista do Hotel Ideal.

    Em 2018, o segmento nacional  de hotelaria continuou marcado pelo baixo nível de crescimento da oferta e do índice RevPAR, que combina a taxa de ocupação e a diária média da performance dos hotéis. Ano passado, o setor hoteleiro fechou com queda pelo terceiro ano consecutivo.  

    Manoel Linhares, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), atribui o avanço da tecnologia como um dos fatores para a diminuição do setor de hotelaria em todo país.

    “Estive em Barcelona em um evento com 22 países que falavam da hotelaria e do poder igualitário no segmento. Nós temos obrigações de impostos, os aplicativos são um dos principais fatores de retração do mercado hoteleiro no Brasil e mundo. Hoje, o aplicativo é o maior hotel do mundo e ele representa nossa maior concorrência”, afirma. 

    Expectativa de crescimento

    No primeiro trimestre de 2018, o setor hoteleiro iniciou com melhora, porém, fatores como a desvalorização do Real e a queda da expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) afetaram as projeções de ocupações dos hotéis. Em 2019, a expectativa é que o valor médio das diárias e consequente crescimento no REVPAR sejam mais expressivos ao longo do ano.

    Segundo Bulbol, a expectativa de crescimento do fluxo de ocupação era maior para esse período, mas o diagnóstico é mais animante que em 2018.

    “A tendência é que grandes eventos aqui em Manaus, como congressos e jogos de futebol, movimentem o setor. Esperamos que com a abertura dos vistos dos Estados Unidos, Austrália e Japão, o crescimento seja um pouco mais expressivo em todo o país. Em comparação ao ano passado, o cenário já está um pouco melhor”, afirma o presidente da ABIH-AM.

    O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Nacional reafirma o crescimento do setor de hotelaria em todo país a partir da isenção de vistos de turistas.

    “Com o novo governo da presidência, eu acredito que vai haver uma abertura do capital aéreo, já que já houve a abertura do visto para estrangeiros. Isso vai facilitar o turismo no Brasil. Nós somos o oitavo país em cultura e o melhor em belezas naturais, basta haver abertura para explorar melhor o turismo”, afirma Manoel Linhares.

    Edição: Bruna Souza

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