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    Investimentos


    Turismo deve gerar 2 milhões de empregos no Brasil

    Ministro do Turismo afirmou que esse número será possível com a abertura das aéreas para o capital estrangeiro e a isenção de visto para países estratégicos e a nova lei geral do turismo

    Álvaro afirmou a abertura do capital estrangeiro às aéreas e a liberação do visto para países estratégicos já mostrou resultados positivos para o setor | Foto: Emerson Quaresma

    Foz do Iguaçu - Num país onde se acumula mais de 13 milhões de desempregados, o Brasil tem uma expectativa de criar nos próximos anos, mais 2 milhões de empregos por meio do turismos, em todo o país. A afirmação foi feita pelo titular do Ministério do Turismo, Marcelo Álvaro, durante a abertura do primeiro Encontro de Líderes do Turismo, realizada na cidade de Foz do Iguaçu (PR), na noite quarta-feira (15). 

    De acordo com Álvaro, a busca para alcançar esse objetivo esta traçada com a isenção de visto para quatro países estratégicos para o setor como Estados Unidos, Japão, Canadá e Austrália; a aprovação da Lei Geral do Turismo, na Câmera dos Deputados, que agora está no Senado; e a a abertura do capital estrangeiro às empresas aéreas, especialmente as de pequeno porte. A expectativa do ministro é dobrar o volume da entrada de turistas estrangeiros, no Brasil, que hoje é de, aproximadamente, 6,6 milhões ao ano, segundo dados do ministério.

    "No turismo é tudo muito rápido. Ele gera emprego e renda.Queremos dobrar esse número [de estrangeiros] e chegar a 12 milhões, ano. Queremos atingir uma marca de US$ 19 bilhões trazidos pelos turistas estrangeiros para o Brasil. Hoje são apenas US$ 6 bilhões. Isso traz um déficit na nossa balança comercial", disse o ministro.

    Álvaro afirmou a abertura do capital estrangeiro às aéreas e a liberação do visto para países estratégicos já mostrou resultados positivos para o setor. "Já foi detectando neste ano pelo Ministério do Turismo um aumento de mais de 100% nas reservas de passagens áreas para os meses de junho, julho e agosto. O turismo impacta mais de 50 segmentos do comércio e dos serviços da nossa sociedade e nós precisamos traduzir isso em resultados", apontou.

    Aos empresários, e agentes públicos e privados do turismo brasileiro, presentes no primeiro dia do Encontro, Álvaro disse que o objetivo do governo é colocar, em definitivo, o turismo no centro da renda econômica do país. Com a abertura das áreas para o capital estrangeiro ele apontou a possibilidade de aumentar o número de voos, reduzir os custos das passagens e também gerar empregos. Sobre a nova Lei Geral do Turismo, Álvaro disse que, o encontro que encerra nesta sexta, pode colaborar com a modernização do texto, que, já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado, e assim potencializa todo o trade turístico. "E isso também gera empregou", salientou.

    Como outra amostra dos resultados do trabalhos no setor, o ministro lembrou dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou na terça-feira. Os números apontam que, no primeiro trimestre o turismo cresceu 3,5% em relação  ao mesmo período do ano passado. Segundo o ministro esse número é quase três vezes maior que a media mundial, que é 1,1%.

    "Estive recentemente em Madrid, na Espanha, onde conversei com o Javier Vidalgo, dono de um dos maiores grupos de turismo no mundo, através de uma das suas empresas, a Air Europa, para pelo menos dobrar o número de voos para o Brasil nos próximos dias. São 18 voos semanais da Air Europa, que vai trazer um impacto positivo de pelo menos R$ 1,6 bilhão na nossa economia. Então, o mundo hoje olha para o Brasil muito animado. Acredita que chegou o momento do turismo no país", comentou.

    Álvaro lembrou outro ponto que outro passo para fortalecer o turismo no Brasil foi dado com a transformação da Embratur em agência. "Hoje nós olhamos para os números e ficamos extremamente tristes pelo potencial que o nosso país tem. O Brasil com a sua dimensão continental tem praias maravilhosas, é número um em recursos naturais no planeta - segundo dados do Fórum Econômico Mundial -, é o oitavo em recursos culturais, além de ter uma gastronomia das melhores do mundo. Mas, quando olhamos os números, uma coisa não casa com a outra. Nós perguntamos o porquê desse cenário. Esse porque pode estar na melhoria do ambiente de negócios, com a desburocratização, a desregulamentação. A Embratur vira agência, flexibilizando as suas ações, se abrindo mais para as parcerias com a iniciativa privadas, não só na promoção do país no exterior, mas na realização de grandes eventos no Brasil e fora também", avaliou.

    O ministro disse ainda que a reforma da Previdência é importante para esse conjunto. "Ela é um tema citado onde nós vamos, no exterior, no Brasil e essa expectativa com a aprovação da reforma vai trazer muita credibilidade para o nosso Brasil e vamos viver um momento de grandes investimentos. No mais, a palavra aqui é de encorajamento, de muito entusiasmo em saber que o turismo pode chegar num patamar que talvez nunca chegou na nossa história", disse.

    *jornalista viajou a convite do Ministério do Turismo e Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu (PR)

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