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    Gás Liquefeito de Petróleo


    Redução no preço do gás de cozinha não chega à revenda, diz ASMIRG

    Entidade nacional diz que a redução de 4,4% nas refinarias não está sendo repassada pelas distribuidoras

    O botijão de 13 quilos foi reajustado para baixo em R$ 1,03 passando de R$ 23,16 para R$ 22,13 | Foto: Arquivo

    Manaus - O desconto de 4,4% no preço do gás de cozinha, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) nas refinarias dado pela Petrobras no último dia 4 não está sendo repassado ao setor de revenda. A informação parte da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (ASMIRG), entidade nacional representativa do setor de revenda do GLP no Brasil. Após o anúncio do desconto, o produto deveria ter ficado R$ 1 mais barato para as revendedoras.

    O preço do gás de cozinha foi reduzido pela Petrobras às distribuidoras. No botijão de 13 quilos por exemplo, foi reajustado para baixo o valor de R$ 1,03 passando de R$ 23,16 para R$ 22,13. A redução passou a valer a partir desta quinta-feira (5), no entanto, a estatal explicou que a cotação não leva em consideração os tributos e a margem de lucro na comercialização do produto.

    De acordo com o presidente da ASMIRG, Alexandre Jose Borjaili, as distribuidoras informam aos revendedores que devido aos ajustes dos seus custos operacionais, não há como repassar o desconto. “A responsabilidade pelo social é do governo, não do setor de revenda. Se um botijão de gás de cozinha chega a valores acima do poder de compra dos consumidores, cabe ao governo criar mecanismo que permita atender esta população que mais precisa do GLP”, declarou.

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    Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que a redução oscila entre 5,1% e 3,7%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos do Sindigás, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 quilos, aproximadamente, 2,2% acima do preço similar internacional.

    Borjaili informou ainda que a ASMIRG vem buscando com as autoridades soluções para esta realidade. “Consumidores e revendedores carregam uma amarga conta, o Governo Federal responsável por todo este desequilíbrio, se colocou omisso, permitiu uma elevação significativa na Petrobras no preço do gás de cozinha, completou o presidente da entidade.

    Em sua página na internet, a Petrobras explicou que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora impostos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização, como distribuidores e revendedores”, diz o comunicado.

    O Em Tempo entrou em contato com a Federação dos Revendedores de Gás Liquefeito do Amazonas (GLP) para apurar a prática dos preços locais, mas não obteve resposta até o momento desta publicação.

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