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    Economia


    Vigilantes encerram paralisação após garantia de diálogo com empresas

    De acordo com o Sindevam, pelo menos 7,4 mil vigilantes aderiram à paralisação – foto: Reprodução
    Uma reunião mediada pelo próprio prefeito de Manaus, Arthur Neto, pôs à mesa de negociação na tarde desta sexta-feira (1º) representantes do Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindevam) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Valores e Escolta Armada (Sintravam) para decidir sobre o fim da greve da categoria.
    A decisão do prefeito surgiu após o protesto de advertência que reuniu no Centro, às 8h15 de hoje, cerca de 700 trabalhadores que reivindicavam o cumprimento da lei 12.740/2012, que garante o acréscimo salarial de 30% por periculosidade.
    Ocorrida no Quality Hotel, a negociação entre patrões e empregados parece, enfim, ter chegado a um denominador comum: o aumento percentual deverá ser incluído após a convenção coletiva dos vigilantes, prevista para acontecer no início de abril. 
    Segundo o presidente do Sintravam, Orlando Guerreiro, o governo federal ainda não publicou a instrução normativa que garante o pagamento da periculosidade, mas estão abertas ao diálogo na data-base dos trabalhadores.
    “Ficou acertado que, na próxima quarta (6), haverá uma assembleia geral do sindicato patronal, onde iremos tratar a inclusão desse percentual mais a reposição das perdas inflacionárias antes mesmo da convenção coletiva dos trabalhadores”, esclareceu.
    De acordo com o Sindevam, a paralisação dos vigilantes comprometeu o funcionamento das agências bancárias e o abastecimento dos cerca de 12 mil caixas eletrônicos na capital, uma vez que dos 13 mil trabalhadores que atuam na atividade em Manaus pelo menos 7,4 mil vigilantes deixaram de cumprir carga horária hoje.