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    Economia


    CPRM identifica novas áreas diamantíferas no Amazonas

    O levantamento geológico prospectou ainda jazidas de ouro, manganês e cobre – foto: Reprodução
     
    Uma equipe de oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mapeou e identificou novas áreas na Região Norte potencialmente ricas em diamantes.
    Além do Amazonas, os geólogos encontraram fortes indícios da existência de jazidas nos Estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso.
    Procurada pela reportagem, a CPRM disse por meio de sua assessoria de imprensa que a ideia das pesquisas e do projeto de mapeamento das áreas, denominado Diamante Brasil, surgiu em 2003 a partir do interesse do governo federal em prospectar o potencial mineral da região amazônica, até então pouco conhecido.
    Para obter os dados que poderão atrair mineradoras ao país, ampliando o mercado da gema em escala mundial, em 2012, o governo federal enviou uma equipe de especialistas que passou 35 dias percorrendo cerca de 150 quilômetros da bacia amazônica, o que resultou o total de 1.360 indícios, dos quais 600 são ocorrências diamantíferas.
    O levantamento geológico do órgão ainda inclui prospecções de metais como ouro, potássio, manganês, cobre, entre outros.
    “Os trabalhos de mapeamento e levantamentos dos dados geológicos receberam um aporte inicial de R$ 280 milhões, dos quais cerca de R$ 5 milhões foram destinados do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] que serão reservados pela CPRM para o orçamento desse projeto no biênio 2013/2014”, afirmou a assessoria.
    Por enquanto são apenas fortes indícios, mas o governo amazonense está cauteloso, apesar de o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ter garantido durante sua passagem por Manaus, no fim do ano passado, que a suspensão da outorga de alvarás de pesquisa e portarias de lavra foi pensada para evitar essa especulação com títulos minerários na região antes da vigência do novo marco regulatório.
    Segundo o titular da Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), Daniel Nava, a cautela se explica porque a região Sul do Amazonas possui uma geodiversidade muito rica.
    Nava disse também que a secretaria dispõe de especialistas em diamantes que poderão contribuir com os estudos que estão sendo realizados pelo Serviço Geológico do Brasil.
     “A Semgrh já trabalha em parceria com a CPRM no levantamento de novas oportunidades de negócios do setor mineral, seja na produção de minerais metálicos na região Nordeste do Amazonas, na produção de insumos agrominerais na região do Rio Madeira e Baixo Amazonas, e em commodities minerais de grande valor agregado como o ouro e diamantes, principalmente na região Sul do Estado do Amazonas. Mas tudo precisa ser bem planejado”, explicou.
     A primeira reunião entre Semgrh e CPRM, para tratar sobre a formação do GT que vai acompanhar o desenrolar das pesquisas sobre a existência de jazidas de diamantes no Amazonas está marcada para a próxima terça-feira (8).
    O Grupo de Trabalho também terá a participação do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).